Acordei com uma luz forte no meu rosto, droga!
- Niina? - alguém me chamou.
Tentei novamente abrir os olhos, minhas retinas reclamaram até, mas consegui distinguir formas e cores.
- Niina?
- Hm? - minha garganta doeu.
- Tudo bem? - assenti lentamente.
A pessoa sentou na minha frente, Ross.
- Ah, é você. - eu disse com desdém.
- É, eu, quem mais seria?
- Podia até ser a Brittany que eu não iria me sentir tão nervosa. - sorri falsa. - Posso ir embora? - perguntei para a enfermeira da escola.
- Sim senhorita, lhe aconselho a ir num hospital ver o que lhe causou o desmaio. - ela sorriu, provavelmente pensando na probabilidade de eu estar grávida.
- Foi apenas falta de comida no estomago. - sorri me levantando, senti minhas pernas fraquejarem, mas não demonstrei.
Lynch tentou me ajudar, mas me livrei de suas mãos sem muito esforço.
A enfermeira me deu um papel autorizando minha saída, com Lynch.
Caminhei rapidamente para fora da escola, com Lynch no meu encalço.
- Eu vou embora com meu pai. - eu disse seca.
- Ele já foi, assim como sua mãe.
- Fiquei desmaiada quanto tempo?
- Três horas.
- Daqui a pouco acaba as aulas, vou esperar Lilly. - me sentei num banco.
- Pare com isso Niina! Até parece que eu vou fazer alguma coisa com você né?
- Só de pensar em ter que dividir o mesmo espaço com você um bom tempo já me dá náuseas.
- Eu estava bêbado porra! - ele disse nervoso.
- Vou repetir uma coisa que já lhe disse, bebeu por que quis colega! - eu disse indiferente.
- Não me trate com indiferença! Eu sei que você está sofrendo como eu! - ele estava alterado.
- Talvez você esteja sofrendo de culpa, já eu meu amor? Estou com a consciência limpa!
Ross Lynch ON.
Ouvir Niina me chamar de “meu amor” de um modo tão indiferente doeu, senti como se roubassem mais um pouco da falsa felicidade que eu estava sentindo.
Niina estava tão linda daquele jeito desleixada, ok, pense o que quiser, meninas não ficam lindas de moletom e cabelo preso de qualquer forma, mas Niina nunca, nunca segue os padrões, ela sempre consegue quebra-los...
Minha mente trabalhava rapidamente, pensando em alguma forma de fazer Niina acreditar em mim, porra, eu estava totalmente bêbado, na verdade, eu não havia bebido tanto, só lembro da tal morena vir puxar papo comigo, bebemos algum drinque que ela pagou e depois disso só me lembro de chama-la de gostosa e ela me atacar com beijos.
- Niina? - ela havia virado o rosto, de forma que eu só pudesse ver seus cabelos voando com o vento.
- Que é? - ela perguntou com a voz estrangulada.
Pelo movimento de seus ombros, percebi que ela estava chorando.
- Niina, por que você está chorando? - sentei do seu lado, ela se afastou.
- Não te interessa Lynch! - ela disse nervosa.
- Niina... - coloquei minha em seu ombro.
- Para! Para de tentar dar uma de fofinho, de fingir que está preocupado comigo! - ela disse gesticulando freneticamente.
- Eu não estou fingindo!
- Não me importa! Para de tentar concertar as coisas!
- Eu não vou parar, sabe por que? Por que eu te amo Niina! Por que eu só quero ter você junto a mim!
- Para! Chega de mentiras! Eu sei que você está com a Brittany!
- Com a Brittany? - dei uma risada amarga. - Que te disse isso? - sua expressão foi de completa raiva para completa confusão.
- Ela me disse isso no banheiro... - eu soprou, quase não a ouvi.
Niina Smith ON
Merda! Brittany me enganou direitinho! Que merda mesmo! Filha da puta!
Fiquei uns minutos sem dizer nada, completamente confusa e zangada.
- Eu devia saber! Brittany só me disse aquilo para me irritar! Que ódio dela! - comecei a xinga-la de todos os nomes possíveis e imagináveis.
- Ei, ei... - Ross segurou minhas mãos, que socavam o ar. - Vamos embora? Por favor! Antes que a diretora nos obrigue a assistir às aulas.
Assenti meio aérea, eu estava totalmente absorta em meus pensamentos, puta da Brittany! Ela só queria foder minha vida! Talvez seu plano fosse me deixar de castigo ou algo assim, claro que se a diretora viesse com um papo desses, eu faria questão de Brittany ir junto!
Ross abriu a porta para mim, ai que eu me toquei, merda, eu estava o deixando se aproximar de mim! Esse não é meu plano! Meu plano é mantê-lo o mais longe possível! Mas mesmo assim aceitei entrar, ir andando até minha casa seria muito cansativo.
- Niina, não precisamos ficar nesse silêncio...
- Precisamos sim Lynch! Eu não to muito afim de falar com você! Obrigada. - sorri falsa.
Ficamos quietos o resto do trajeto, senti vontade de chorar, mas me segurei, não iria chorar na frente da causa do choro, meu plano era fazer ele ficar o mais longe possível de mim.
Quando ele parou na frente da casa do meu pai, eu saltei do carro, sentindo uma tontura horrível, me segurei no carro, minha visão ficou preta, mas eu ainda estava escutando tudo.
- Niina? Niina! - Ross disse desesperado.
- Eu to bem. - eu disse num sopro.
Coloquei toda a minha força nas minhas pernas, forçando minha visão a voltar ao normal.
- Eu estou bem! Pode me soltar. - fui um pouco rude, mas tudo bem.
Ele hesitou em me soltar, me eu me desfiz de suas mãos.
- Niina, eu só quero que...
- Tchau Lynch. - peguei minha mochila e fui a passos trêmulos até a varanda da minha casa.
Sem olhá-lo novamente, entrei, tranquei a porta e permiti que as lágrimas gordas e grossas rolassem por minhas bochechas.
- Merda! Que ódio! Por que eu tenho que ser tão fraca? Por que toda vez que eu o vejo eu tenho vontade de chorar? Ou vontade de abraçá-lo? - disse tudo em voz alta, eu estava sozinha mesmo.
Eu tive tanta vontade de beijá-lo, abraçá-lo e dizer que o amo? Mas também tive tanta vontade de bater nele? De espancá-lo? Merda! Que ódio!
Peguei minha mochila e me arrastei até meu quarto, me despi e entrei no banheiro.
Fiquei umas duas horas embaixo da água quente, deixei a água tirar qualquer resquício da Brittany de mim.
Eu já não conseguia distinguir a água do chuveiro e das minhas lagrimas, eu só sabia que estava chorando por que eu estava soluçando muito.
Frustrada por não conseguir tirar Ross e Brittany da minha cabeça, soquei a parede, minha mão ficou vermelha e dolorida, mas não me importei.
Que merda de vida mesmo!
Desliguei o chuveiro, encerrado meu banho e minhas lagrimas também, peguei minha toalha, enrolando o cabelo e depois o corpo.
Sequei meu cabelo mais ou menos e fui pentea-lo, o único problema de cabelo grande: os braços cansam!
Eu não agüentava mais levantar os braços, me joguei cansada na cama.
Mesmo meu cabelo estando extremamente molhado, não me importei, nada me interessava mais...
Ouvi meu celular tocar dentro da bolsa, me levantei com preguiça, atendi sem nem ver quem era.
- Alô? - perguntei com a voz sonolenta.
- Filha? Melhorou? - meu pai.
- Melhorei pai.
- Depois que eu fui embora me ligaram dizendo que você havia desmaiado, mas tá tudo bem?
- Tá sim pai... A enfermeira me liberou, Ross me trouxe...
- Ross?
- É... - sorri triste. - Mas eu to bem, tomei banho e vou dar uma dormidinha.
- Ok, mas olha, quando a sua irmã chegar, avisa pra ela que vamos sair as 20h ok?
- Pra onde pai?
- Vamos jantar fora!
- Ok... Tchau pai, vou tirar uma soneca.
- Ok.
Travei o celular e fui colocar um pijama.
Merda de cabelo molhado!
Tive que secar com secador, logo me joguei na cama.
Fechei os olhos, deixei minha mente mergulhar no vazio... Logo sendo atingida pelos sonhos...
"Estava num parque lindo, cheio de flores, dois pequenos bebês gorduchos corriam rindo, um menino e uma menina, eles cambaleavam, eram pequenos demais para correr.
Um já mais velho, corria trás dos dois, eles se divertiam.
Senti alguém me erguer do chão, dei um gritinho histérico, depois comecei a rir pedindo para que a pessoa me soltasse.
- Nunca... Você é minha e de mais ninguém! - ouvi uma voz conhecida, Ross.
- Sou sua... Sem nem pensar... - ele me soltou e selou nossos lábios.
- Eu te amo..."
Acordei assustada, suando frio e com a respiração falha, passei as mãos entre os fios do meu cabelo, respirei fundo, normalizando minha respiração, tirei as cobertas de cima de mim, caminhei lentamente até o banheiro, me encarei no espelho, joguei água no rosto, escovei os dentes e voltei pro quarto.
Ouvi uma música alta vinda do quarto da Lilly, me arrastei até lá, para avisá-la sobre o jantar hoje a noite.
Bati na porta, ouvindo um "entra".
- Lilly, papai ligou e disse que hoje a noite vamos jantar tá?
- Tá... - ela assentiu sem tirar os olhos do computador. - Tá melhor Niina?
- Um pouco. - sorri.
- Vai se trocar, Riker tá vindo.
- Oh casalzinho que enche o saco hein? - ela riu.
- E você acha que você e o Ross não enchiam o saco? Eram tão perfeitinhos... - ela fez careta.
- Tá, tá... Tchau. - fechei a porta de seu quarto.
Coloquei uma jeans rasgada e uma camiseta azul de manga, preferi dar uma volta, esfriar a cabeça...
Fui ao quarto da Lilly avisá-la, Riker já estava editado em sua cama, mexendo no celular, enquanto Lilly estava no computador.
- Ele veio pra ficar assim? - indaguei.
- Eu estava te esperando, vem cá. - ela me puxou.
Ela tirou uma foto nossa e me expulsou.
@LillySmith "Há certas pessoas que fazem o mundo melhor apenas por estar nele. Você é uma destas pessoas."
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@MaluhMark "Tá faltando eu :( mas ok..."
- Eu sei que você me ama tá legal? - ri. - Vou dar uma volta beijo.
- Vai com Deus, cuidado com os filhos da puta, vai na sombra tá? - ri, ela é idiota demais.
- Oi e tchau Riker. - ele só balançou a mão, filho da puta. - Também te amo.
Lilly me censurou com os olhos, sai rindo.
Peguei meu celular e meu fone, sai andando meio sem rumo, mas meus pés sabiam exatamente onde eu estava indo.
Atravessei a rua, mas eu estava sentindo que eu estava sendo seguida, olhei discretamente para trás, tinha algumas pessoas andando apressadamente, mas uma cabeleira loira me chamou atenção...
Balancei a cabeça, só posso estar ficando louca!
Continuei minha caminhada até chegar em um parque pequeno, o reconheci na hora, Ross me trouxera uma vez aqui, foi um dia maravilhoso...
"- Ross! Onde você está me levando? - perguntei aflita.
- Você já vai ver! - ele disse calmo.
Andamos mais um pouco.
- Chegamos. - ele tirou as mãos da minha frente.
Tapei minha boca, havia uma toalha típica de piquenique, vermelha e branca quadriculada, com uma cesta e um violão.
- Ross, o que você vai aprontar?
- Só quero passar mais tempo com você... - ele me selou.
Sentamos de mãos dadas, olhando o sol se escondendo atrás das árvores.
Ouvi notas de violão ao meu lado, fechei os olhos reconhecendo a música."
Lembro bem demais desse dia, eu jurava que Ross ia me pedir em namoro, mas não.
Me sentei num banco ali, vendo as crianças correndo umas atrás das outras, alguns pais extremamente preocupados, gritando e correndo atrás delas, outros nem ligando,
Tinha alguns casais se pegando aqui e ali, alguns casais de idosos andando de mãos dadas pra lá e pra cá, umas meninas lendo livros, uns meninos bagunçando, poucas vadias reclamando de tudo... Tudo como deveria ser...
Menos... Aquela cabeleira loira a minha frente.
Merda, por que onde eu vou ele me segue?
Fechei os olhos, só podia ser miragem! Tinha que ser uma miragem!
Tirei meus fones, me levantei girando os calcanhares para sair dali, dei de cara com uma antiga assombração.
Jake.
Travei na hora, o que ele estava fazendo ali? Ele não fora preso?
Gelei, ele estava de costas para mim, ótimo, não me viu, uma criancinha puxou sua calça, ele a pegou no colo e sorriu.
Um filho?
Logo uma mulher ficou ao seu lado e eles se beijaram.
Jake tem um filho e uma mulher!
Jake tem um filho e uma mulher!
E ele namorava minha mãe? Deus do céu!
Sai de perto rapidamente, vai que ele ainda me quer... Nunca se sabe.
Girei meus calcanhares, dando de cara com algo, ou melhor, alguém.
Dei dois passos para trás dizendo mil "desculpas" para a pessoa.
- Que isso... - eu conheço essa voz...
- Ross? - droga! Eu sabia que não era uma miragem. - Eu... An... Já estou indo... Desculpa. - sai rapidamente dali.
Fui o mais rápido que consegui para alguma loja qualquer, que por destino era de sorvete.
Comprei um de flocos e voltei pra casa.
Coloquei um filme qualquer de romance, passei a tarde assim, entre lágrimas e sorvete, e de quebra, tive que ouvir Lilly e Riker fazendo barulhos er... Incômodos... Se é que me entendes.
Olhei no relógio, 19h, uma hora pra me arrumar para o jantar do meu pai.
Arrumei a sala rapidinho e subi.
Tomei um banho rápido, fui ao meu guarda roupa procurar um vestido que não me matasse de frio.
Achei a roupa perfeita, me troquei rapidamente e fiz minha maquiagem simples.
@NiinaSmith "Saudade tem rosto, nome e sobrenome. Saudade tem cheiro, tem gosto. Saudade é a vontade que não passa. É a ausência que incomoda. Saudade é a prova de que tudo vale a pena - Lu Oliveira"
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@Izzymor "Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre - Charles Chaplin"
@luke__200 "ok, quem é o viadinho que fez isso com você? Quero endereço, nome e telefone! Te amo"
@LillySmith "Quando uma porta se fecha outra se abre; mas nós quase sempreolhamos tanto de maneira tão arrependida para a que se fechou, que não vemos aquelas que foram abertas para nós - Graham Bell"
Sentei na minha mesinha pra fazer lição, coloquei meu MackBook ali, fiquei boiando até ouvir a buzina do carro do meu pai.
Peguei meu celular e desci.
Abracei meu pai, saudades dele.
Depois daquela nossa "briga" eu fiquei com medo de ele ficar bravo comigo e nossa "amizade" de pai e filha ir por ralo a baixo.
Lilly me forçou a ir atrás, sozinha, puta, mas fui.
Assim que chegamos, tive um flashback daquele restaurante, foi o restaurante que nossos pais nos trouxeram para contar que iriam se separar.
Gelei...
- Pai...? - ele sorriu, sabendo que eu havia me lembrado, Lilly desceu do carro e congelou.
- O que aconteceu?
- Entrem, vamos. - meu pai nos incentivou.
Nos entreolhamos, demos de ombros e fomos.
Entramos, sentamos na mesma mesa da antiga notícia.
- Pai, o que está acontecendo?
- Calma... - ele sorriu. - Olha lá, ela chegou. - ELA?
Minha mãe chegou sorrindo, meu pai levantou e eles se beijaram. ELES SE BEIJARAM! Se beijaram! COMO ASSIM? MEU DEUS DO CÉU!
Olhei para Lilly, procurando uma explicação, mas ela estava igual a mim, boquiaberta, abismada.
- O que...? Como...? Meu Deus! - eu disse perplexa. - Vocês... Como? Deus!
- Filha, calma! - minha mãe deu uma risadinha nervosa. - Eu e seu pai voltamos.
- VOLTARAM? - Lilly berrou.
- Voltamos. - eles deram um selinho.
Olhei para Lilly que sorria de orelha a orelha, MEU DEUS DO CÉU! MEUS PAIS VOLTARAM!
- Temos mais duas novidades. - meu pai disse sorrindo mais que a boca.
- Contem!! - eu e Lilly dissemos.
- Primeira. - minha mãe começou. - Nós vamos nos casar!
- CASAR? - gritei. - Meu Deus! Que lindos! - uma lágrima de felicidade correu pela minha bochecha.
O que eu mais quis durante anos! Meu Deus! Que emoção!
- E a segunda noticia? - Lilly indagou.
- Íamos esperar até o Natal, mas vamos contar apenas a vocês ok? - nosso pai disse e assentimos. - Quer contar amor?
- Pode contar. - eles fizeram doce.
- CONTEM LOGO! - eu e Lilly gritamos, eles riram.
- Eu estou... - minha mãe fez suspense. - Grávida!
- GRÁVIDA? - gritamos.
Levantamos de nossas cadeiras e fomos os abraçar, meu Deus, muito obrigada!
O resto do jantar foi sem mais noticias, claro, Lilly aproveitou pra anunciar que Riker a pediu oficialmente em namoro, vibrei, mesmo ficando um pouco mordida.
Nossa mãe passou a noite lá em casa, eu e Lilly nos encarregamos de preparar o casamento perfeito e o quarto do bebê, claro, quando soubermos o sexo.
Fomos dormir umas 03h, mas como não tinha aula, não teria problema.
(...)
Duas semanas se passaram.
Duas semanas.
Ross, diferente do que eu pensei, não voltou a pegar todas, as vezes eu o via com uma ou outra, mas não parecia nada mais do que elas dando em cima dele e ele tentando escapar, ou talvez eu ainda estivesse cega demais.
Afinal, minha mãe está de três meses, logo logo poderemos ver o sexo do bebê.
Eu e Lilly estamos a todo vapor trabalhando no casamento e no Natal, afinal, vai vir a família da minha mãe e do meu pai!
Eu estou tão atolada de trabalhos, lições, provas, casamento, Natal, quarto do bebê, chá de bebê, chá de panelas e essas coisas, que nem tenho tempo de sentir uma dorzinha quando vejo Ross com outras meninas, só consigo sentir algo quando ele faz questão de passar na frente da casa da minha mãe - afinal, nos mudamos para lá -, ai eu sinto uma coisa me incomodando, meu coração parece ser esmagado em mil pedacinhos.
Pelo Riker, fiquei sabendo que Ross conseguiu o papel de uma nova série da Disney, se eu não me engano, Austin&Ally, fiquei feliz por ele, mas não disse muito.
- NIINA! - Lilly gritou.
- Que?
- Morreu? Estou te chamando tem quinze minutos!
- Desculpa... - fiz careta. - Que foi?
- Riker está perguntando se você vai na festa de comemoração do Ross?
- Não estou muito afim...
- Vai Niina, todo mundo vai estar lá, ignora o Ross! Eu vou, Riker vai, Rydel vai, Ryland, Rocky, Maluh... A tia Stormie está com saudades de você!
- Eu também... Se lá Lilly...
- Você vai! - ela digitou alguma coisa no celular e sorriu.
- Tá... - revirei os olhos, pra que ela me perguntou? - Que horas o Riker vai passar aqui?
- As oito.
- São sete, se quiser se atrasar... - dei de ombros e sai correndo para o meu quarto, ela veio atrás rindo.
Tomei um banho rápido e fui procurar uma roupa, fiz a maquiagem e o cabelo e então me vesti, olhei no relógio, 20h12, droga!
Desci correndo, Lilly e Riker estavam se pegando no sofá, corei violentamente, pigarrei e eles se separaram, ficando corados também.
- Vamos? - perguntei sorrindo.
Eles só assentiram, Lilly parou pra passar o batom de novo, me dirigi para o carro, mais especificadamente, para o banco de trás.
@NiinaSmith "Por que se preocupar? Se você fez o melhor que podia, se preocupar não fará nada melhor - Walt Disney"
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@luke__200 "tá melhor mozin?"
@Izzymor "ISSO AIIIIIII AMOR! Bola pra frente! #saudades"
Eles foram conversando sobre qualquer coisa, eu fui bem aérea, trocar qualquer palavra com o Lynch depois de muito tempo sem se falar... Essa ideia parecia louca ou abominavel...
Quando chegamos no pub, eu fiquei boquiaberta, o ligar era enorme! As luzes e música extremamente alta invadiam a rua toda, sorte que ninguém morava ali, sorte que aquela era uma rua apenas noturna.
Entramos na fila, que por algum motivo, andou muito rápido, entramos sem pedirem nossas identidades, apenas nossos nomes.
Rydel já estava nos esperando na porta, quando me viu me deu um abraço de urso.
- Não pense mais em desaparecer ok? Você não sabe o quanto eu senti saudades de você! - ela não me soltou. - Já dessa aqui? - ela apontou pra Lilly. - Eu já to de saco cheio! - elas riram. - Vem, minha mãe quer te ver! - ela me puxou pub a dentro. - Mãe, olha quem está aqui!
- Niina! - ela me abraçou. - Você sumiu! Está tudo bem?
- Está sim senho... - ela negou.
- Me chame de tia, como a sua irmã.
- Ok, está tudo bem sim tia Stormie. - sorri.
- Que bom! Fiquei preocupada com você!
- Que isso tia... E você?
- Tudo ótimo... Mais um filho que vai passar mais tempo longe... - ela sorriu triste.
- Mais um? - perguntei confusa.
- Riker participa do Glee. - Rydel explicou.
- Ah... - assenti.
- Enfim, vamos Niina! - Rydel me puxou para o meio da pista.
Música eletrônica não é a minha praia, mas eu dancei com Rydel, logo Maluh e Lilly se juntaram a nós, dançamos muito, até meus pés doerem.
Pegamos alguma coisa para beber e sentamos.
- Rydel, onde está o Ross? Eu ainda não lhe dei os parabéns. - elas sorriram maliciosas.
- Ele deve estar por ali. - ela apontou.
Assenti e fui para lá, o achei longe de todos, bebendo sozinho.
- Oi... - eu disse tímida.
- Oi. - ele sorriu sem vontade.
- Tem alguém aqui?
- Ninguém tá muito afim de sentar com o cara que não está nem um pouco no “clima”. - ri de leve.
- Bem... Parabéns Ross... Espero que dê mais do que certo essa oportunidade.
- Obrigado.
Sorri, me sentei ao seu lado, esses bancos são perigosamente perto.
- Bem... O que está fazendo aqui sozinho?
- A única pessoa que eu queria que estivesse curtindo esse momento comigo, não está exatamente comigo.
- Ah... - sorri triste. - Mas curta esse momento sem ela mesmo. - dei de ombros. - Você tem muitas pessoas ali que curtiriam com você.
- Eu to bem aqui, obrigado.
- Que isso.
- Mas e você, por que está aqui e não curtindo com as meninas?
- Por que... - me embolei, por que mesmo eu estou aqui?
- Posso fazer uma coisa? - ele corou minha linha de pensamento.
- O que?
- Isso... - ele juntou nossos lábios rapidamente, no susto correspondi ao beijo, sua língua deliciosamente se juntou a minha.
Quebrei o beijo por falta de ar.
- Isso... Não tá certo... - eu disse desesperada.
- Uma vez, você me disse que tinha um fetiche por coisas erradas.
Sorri doce, ele lembrava.
- É... - sorri.
- Dança comigo?
Mr. Saxobeat começou a tocar assim que descemos dos banquinhos.
Ele me puxou para perto, começamos com passos lentos, mas quentes demais para mim.
Logo que acabou a música eu já estava suando, nossos corpos perto demais, nossas respirações se misturando, sua mão não descolava da minha cintura, nossos olhos não se desconectavam um segundo...
Fui surpreendida por seus lábios roçando levemente nos meus... Uma sensação de euforia tomou conta de mim, coloquei minha mão em sua nuca, passando de leve minhas unhas ali, sua mão apertou minha cintura, puxei de leve seus cabelos da nuca, sua outra mão segurou minha nuca, juntando mais ainda nossos lábios, nossas línguas estavam em perfeita sintonia, mesmo a falta de ar sendo gritante, não conseguíamos nos separar, pelo simples fato de estarmos morrendo de saudades um do outro.
- Eu te amo. Mais que tudo Niina... Me desculpe por aquele dia...
- Sh... - coloquei meu dedo em sua boca, em sinal de silêncio. - Eu também te amo Ross. - ele me beijou novamente.
Suas mãos começaram a passear hesitadamente por meu corpo, mas ao inves de eu repeli-las, eu o incentivei, sabia que ele me amava e eu também o amava, isso era o que eu procurava...
- Vamos pra outro lugar? - perguntei sem fôlego.
- Tem certeza?
Assenti ferozmente, eu nunca tive mais certeza em nada na minha vida.
Ele segurou minha mão e saiu caminhando rapidamente para algum lugar, um longo corredor com portas escuras, apenas iluminado seus números “1”, “2” e etc... Ross abriu a 5º porta, era um quarto, não muito luxuoso, uma cama, um banheiro e uns moveis...
Não pensamos mais nisso, seus lábios se juntaram ao meu ferozmente, suas mãos passeavam, agora sem hesitar. No fundo, eu podia ouvir a música “On The Floor” tocar.
Levei minhas mãos até a barra de sua camiseta, logo a tirando, suas mãos estavam na barra do meu top, decidindo entre tirar e descolar nossos lábios para recuperarmos nosso fôlego ou continuar a nos beijar e morrermos sem ar.
Separei nossos lábios ofegando.
- Se quiser me matar sem ar é só avisar ok?
Ele não disse nada, apenas arrancou meu top, o jogando perto de sua camiseta.
Seus lábios desceram até meu queixo, deixando cada pedaço da minha pele quente, suas mãos estavam nos meus seios, os apertando, me dando uma boa sensação de prazer.
Sons inteligíveis saiam da minha boca, seus lábios foram até meu pescoço, onde ele começou a beijar, chupar e dar leves mordidas, me proporcionando mais sensações novas.
- Seu cheiro... - ele disse com a voz meio vaga. - Você está aqui mesmo Niina.
- Estou Ross... Sou toda sua... - sorri. Puxei seus cabelos, fazendo-o voltar seu rosto perto do meu.
Nossos lábios se juntaram novamente, uma de suas mãos desceram até o cós da minha saia, que já estava começando a me incomodar.
Ele a arrancou num piscar de olhos, me deixando apenas de lingerie.
Ele desceu seus beijos ao meu pescoço, logo depois ao meu busto, parando em meus seios ainda cobertos pelo sutiã.



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