Acordei com a minha mãe batendo na minha porta.
Me levantei num pulo, tomei banho, coloquei a roupa mais confortável que eu achei e desci.
Dei bom dia a todas as mulheres presentes naquela casa, que consistia em:
Lúcia (tia, irmã da minha mãe)
Martha (tia, irmã do meu pai)
Joselma (amiga da minha mãe)
Linda (amiga da minha mãe)
Maria Clara (minha avó materna)
Vânice (minha avó paterna)
Comemos alguma coisa, entramos nos carros, com os vestidos, acessórios e sapatos e fomos para o salão.
@NiinaSmith "O segredo para viver em paz com todos consiste na arte de compreender cada um segundo a sua individualidade - Federico Luis. #PartiuSalão #CasamentoDaMamis&Papis ❤"
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Logo que chegamos, uma mulher veio pegar os vestidos e colocou cada um numa sala, várias mulheres já vieram nos enchendo de perguntas, quatro mulheres me cercaram, me perguntando sobre minha maquiagem, unha e etc.
Fui levada para uma sala onde fiquei sozinha com essas mulheres.
- Vamos começar com a depilação, depois as unhas e então a maquiagem ok? - uma delas perguntou, como eu não tinha muita escolha, assenti.
A depilação não foi dolorida, afinal, eu mal tinha pelos, já que eu me depilo.
Enquanto umas mulheres faziam minhas unhas, as outras duas ficaram olhando penteados, olhando meu vestido e discutindo.
- O que você acha desse? - coloram uma foto de um cabelo bem na minha frente.
- É bonito, mas eu estava pensando mais num penteado com cachos e preso.
- Boa... Mas todas vão fazer assim, você é diferente, devia fazer uma coisa diferente. - uma delas comentou.
- Ok... - suspirei. - Pode ser algo diferente, mas que prenda minha franja! Por favor!
- Ok.
Mais uma hora de discussão, acabaram minha unha e me proibiram de mexer no celular, escolhi um penteado e uma maquiagem, me levaram para lavar meu cabelo, depois começaram a secar, alisar, enrolar e sei lá mais o que, cuidado com meu cabelo, foi a única coisa que eu disse e elas riram.
Deitaram a cadeira e começaram minha maquiagem, só eu que tenho agonia de outras pessoas me maquiando?
Enfim... Três horas depois, eu estava pronta, quer dizer né... Eu estava sem o vestido, sai da salinha e encontrei o povo, peguei meu celular e tinha uma mensagem do Ross.
"Oi amor..."
"Amor?"
"Niina? Tá tudo bem?"
"Ok... Quando você puder, me responde... To sem o que fazer"
"Hahahaha, você não tem o que fazer, eu to CHEIA de coisa pra fazer! Maquiagem, cabelo, unha... Fiquei até tonta... Me prenderam numa sala, fizeram minhas unhas e etc... Mas não deixaram eu tocar no celular, então desculpa"
Travei o celular e conversei um pouco com minhas tias.
"Ok, mas enfim... Que horas vocês vem?"
"As 16h ué..."
"Meu Deus \o/ não vamos nem poder se ver e vamos ter que entrar já?"
"Sim mor... Desculpa... Mas depois nós ficamos juntos"
"Ok... Vou cobrar hein? Seu pai tá pronto?"
"Você é padrinho e não sabe? Onde você está?"
"Em casa... O Riker que sabe onde eles estão, e ele passou mal ontem e tá dormindo.”
"Vish... Eles estão na casa da minha avó"
"Qual o endereço?"
Passei o endereço, continuamos conversando, um tempinho depois ele falou que ia acordar o Riker e eles iam.
Avisei meu pai, e ele disse que eles estavam jogando bilhar e que era pra eles não se preocuparem, por que lá só tinha velho.
- E então, tá tudo ok com as maquiagens de vocês? - uma mulher perguntou.
Assentimos e continuamos conversando.
Olhei no celular, que estava carregando, - por que essas baterias não duram nada! - já era 15h30, fomos nos trocar, coloquei o vestido e sai.
Fiquei com os saltos na mão, por que meu pé tava meio inchado de tanto comer besteira.
Entramos nos carros e fomos, quando chegamos no salão, - não fizemos na igreja, por que a família da minha mãe não é católica e não entra na igreja católica, então, pra não ter brigas, um salão - os meninos já estavam nos esperando na porta.
- Oi amor. - Ross foi me beijar mas eu virei o rosto.
- O batom amor! - justifiquei.
- Merda de batom. - ri.
Ouvimos a música começar lá dentro, eu estava meio nervosa, imagina minha mãe?
Fomos entrando devagar, tia Stormie estava com Pedro, que assim que me viu, se agitou, fiquei com medo de que ele começasse a chorar, mas ele ficou quietinho.
(...)
A cerimônia foi um saco! Por que eu odeio o blá blá blá todo.
Depois do "aceito" é que foi bom, pude pegar Pedro no colo, cumprimentar os convidados e então beijar Ross, que já estava quase tendo um infarto!
- Ufa. - me sentei. - Eu to cansada...
- E eu? - Ross se jogou do meu lado.
Ele me deu a mão, me lembrei de perguntar uma coisa.
- Você vai hoje a noite?
- Sim... - ele disse tristonho.
- Ah não fica assim. - o selei. - Logo logo você tá de volta né?
- Uhum. - ele me beijou.
O beijo ficou mais intenso, mas ouvimos Pedro dizer alguma coisa.
- Ele falou Ross! - me separei do mesmo rapidamente. - O que você disse amorzinho?
- Mama... - ele levantou os bracinhos e abria e fechava as mãozinhas. - Mama! - ele continuou os movimentos. - Mama! - ele estava fazendo cara de choro, ele queria colo.
- Você ouviu Ross? - meus olhos estavam marejados. - Ele me chamou de mamãe... - peguei Pedro no colo e o abracei.
Ross não disse nada, apenas nos abraçou e beijou minha testa.
- Te amo. - ele disse.
Sequei minhas lágrimas e me virei a ele.
- Eu também! Te amo muito, muito, muito, muito! - o beijei. - E você também pequeno! - beijei a bochecha gorda do Pedro. - Vamos comer? Eu estou morrendo de fome!
- Vamos. - nos levantamos, Ross pegou Pedro no colo para que eu pudesse fazer os pratos.
@NiinaSmith "❤❤❤"
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@RossBrazil "MEU DEUS \o/ QUEM É ESSA CRIANÇA??"
@R5lovers "É o Pedrinho ❤❤ @RossBrazil"
O cardápio era massas, então era bem simples, fiz os dois pratos e voltamos pra mesa, tinha algumas tias minhas conversando com a tia Stormie.
Peguei Pedro no colo, por que ele estava colocando a mão na comida do Ross, por que claro, ele também estava com fome.
- Quer que eu segure Niina? - tia Stormie perguntou.
- Não tia! Não precisa, vou ver se ele come.
- Ok. - ela sorriu e passou a mão no rosto do Pedro.
- É seu filho Niina? - minha tia perguntou.
- Não tia... - sorri. - Ele é filho do meu namorado com uma amiga... Mas é como se fosse meu filho. - expliquei.
Aposto que pela cabeça dela passou que Ross tinha me traído, mas pouco importa.
Pedro comeu alguns pedaços de macarrão, ele estava todo fofo mastigando e sujinho com molho, ele também bebeu um pouco do suco, oras, ele já tem cinco meses, já está na hora de comer outras coisas né?
Conversei com muitas pessoas, abracei muitas pessoas, peguei meus primos no colo, fiquei sabendo de muitas coisas, fofocas... Enfim... Foi divertido.
Quando deu 17h, já estava todo mundo indo embora, eu fui com Riker, Lilly, Ross e Pedro, passamos primeiro na casa do meninos, pra eles se trocarem e depois na minha casa, eu e Lilly nos trocamos, troquei Pedro e os meninos inventaram de sair, deixamos a casa para meus pais se curtirem um pouco.
Riker nos levou num parque de diversão, os olhos de Pedro brilharam com todas aquelas luzes piscando e coloridas.
Claro que alguém sempre tinha que não ir e ficar com Pedro, e essa pessoa quase sempre era eu.
- Assim não da pra ir pra Disney ainda... - Ross comentou.
- Claro... - mudei Pedro de braço. - O Pedro ainda é pequeno, ele não vai em nenhum brinquedo.
- Podemos deixar ele nas atividades que tem lá. - concordei.
- Mas amor, por que você tá falando de Disney? - ele deu de ombros e saiu correndo para uma daquelas máquinas de pegar os bichinhos de pelúcia.
Ele tentou quatro vezes e não pegou o panda que ele queria, mas na quinta vez foi, e quase que o bicho caiu.
Quando ele pegou o panda, sorriu, com os olhos brilhando até.
- Para você... Um presente. - ele me deu o panda.
- Obrigada amor. - o selei. Era muito fofo.
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| Ignorem que não é um panda :) |
@NiinaSmith "O carinho que tenho por você é algo infinito #MyPanda #ThanksRoss"
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- Vem cá Niina! Vem! - Lilly me puxou.
Era uma pista de carrinho bate-bate, nos amávamos quando pequenas, sempre que tinha um, íamos.
- Vamos? Por favor!! - ela fez bico.
Assenti e ela deu pulinhos felizes.
Pedro foi para o colo do Ross enquanto eu e Lilly entrávamos, tinha apenas nós duas.
Toda hora Lilly batia em mim, às gargalhadas eram altas, e Riker ficava zoando Lilly por que ela não sabia dirigir.
Eu acabei com a boca cortada, por que a idiota da Lilly bateu o carro com tudo em mim e eu mordi a boca.
Senti meu celular tremer no bolso.
- Alô?
- Filha? Vem pro hospital por favor... Seu irmão acabou de nascer. - meu pai estava com a voz embargada.
- Ok. - desliguei. - Lucas acabou de nascer, papai mandou irmos para o hospital. - eu disse tudo muito rápido.
Nós praticamente corremos para o carro, eu estava afobada e Lilly quase gritava de tanta felicidade.
Em 20 minutos chegamos ao hospital, tivemos que fazer a ficha e o caralho a quatro pra poder entrar.
(...)
Lucas era lindo!! Muito fofo!! Mas os médicos disseram que pela idade já avançada da minha mãe, ele teria problemas, cardíacos ou respiratórios, e minutos depois descobriram ser respiratórios, já que Lucas apresentou dificuldade de respirar sozinho e deitado.
Vimos minha mãe, que estava dormindo pelo esforço.
Dei um beijo nela e fomos embora, a pedido do meu pai, já que eles saíram na correria e deixaram a casa aberta.
Ross lembrou que ele tinha que ir embora, então passamos antes na casa dos Lynch, eles se despediram, Ross pegou as malas e fomos pra minha casa trancar a porta.
Eu estava me mantendo calada, por que a única coisa que eu queria fazer era abraçar o Ross até cansar.
O caminho até o aeroporto foi curto e silencioso.
Até Pedro fez questão de ficar quietinho e agarrado ao pai.
Fazer o chek-in foi demorado, muitas pessoas querendo viajar.
- Se cuida viu? Vê se não mais nenhum susto na minha irmã! Ela quase infartou ouviu? - Lilly abraçou Ross.
- Pode deixar, sem surpresas. - ele sorriu a abraçando de volta.
- Se cuida viu? Vê se liga mesmo ok? A mãe quase morreu do coração por que você mal ligava! - Riker o advertiu.
- Ok... - Ross riu e se dirigiu a mim.
Apenas o abracei, não era necessário palavras... Apenas aquele contato.
- Eu te amo... E por favor... Liga sempre tá? - eu disse com a voz estrangulada.
- Eu vou ligar sim! - ele não me soltou. - Eu te amo muito... - ele me selou.
Voo 665 com destino a Miami, saída em 5 minutos.
- Vai lá amor... - o soltei. - Te amo. - sorri segurando as lágrimas.
- Te amo. - ele me selou. - Também te amo pequeno. - ele beijou Pedro.
Com muito custo, ele foi, apertei Pedro num abraço dolorido, de saudade.
Eu queria chorar de saudade, mas eu não podia, ele iria com a consciência pesada e não ficaria bem... Melhor estar tudo bem...
Ele acenou sorrindo, fiz o mesmo.
Ficamos ali até o avião decolar, o que cortou meu coração, mas me fiz de forte.
Pedro bocejou, e então fomos embora, antes que ele dormisse no meu colo e fosse mais difícil de colocá-lo na cadeirinha.
@NiinaSmith "Você preencheu meu coração com amor e meu mundo com felicidade #IReallyWillMissYou".
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