terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Capítulo 15 - He forget me...

Ele estava parado na porta, com olheiras e cara de cansaço.
- O que você quer Lynch? - rosnei.
- Niina eu... - ele entrou, estendeu sua mão até meu braço.
- Nem me toca. - eu disse nervosa, tirando meu braço de perto da sua mão.
- Eu estava bêbado, eu...
- Bebeu por que quis colega, ninguém te obrigou, você que começou a beber. - o cortei, estava com paciência zero.
- Niina me desculpa...
- Hm... - fiz cara de anjo, como se pensasse no assunto, talvez eu estivesse com cara de quem ia correr para o seu colo e enche-lo de beijos, por que Lilly estava "não! Por favor! Não!" - Não Lynch, não te desculpo. - dei um sorriso falso.
- Niina mais...
- SAI DAQUI LYNCH! - berrei nervosa. - NÃO TEMOS MAIS NENHUM RELACIONAMENTO! - o empurrei até a porta. - VAZA! - bati a porta em sua cara.
Escorreguei até o chão, segurando as lágrimas.
- Estupido... Estupido... - repeti várias vezes com raiva. - Estupido! Estupido! Estupido! - as lágrimas de raiva rolavam. - Idiota! Egoísta! Besta! - bati na porta com força.
- NIINA! CHEGA! - Lilly gritou.
Ela me puxou até meu quarto, eu me debatendo de raiva... Que vontade de sumir.
- CHEGA NIINA! VAI TOMAR UM BANHO! - Lilly gritou nervosa.
Bati a porta em sua cara, estava com raiva até da minha irmã...
Me joguei na minha cama, eu já não tinha nem forças para levantar, nem chorar, puxei meus bichinhos de pelúcia pra perto, me cobri e dormi.
(...)
Acordei com meu pai batendo na porta e me gritando.
- Vamos jantar Niina! - ele deu mais três batidas.
- Não quero! - eu disse com voz de sono.
- Vem logo! - ele disse nervoso.
Tirei meus bichinhos de cima de mim, lavei o rosto e desci, meu pai estava com cara de poucos amigos, quer dizer, nenhum amigo né?
- Eu tinha uma coisa boa a dizer para vocês, mas depois do Lilly me disse, essa coisa pode esperar. - meu pai decretou. - COMO ASSIM AQUELE CANALHA TE TRAIU NIINA? - ele esbravejou.
- Calma pai... - tentei falar.
- Calma? CALMA? Você está mesmo me pedindo calma Niina? Ele te traiu! Te traiu!
- Tá pai! Vão ficar me lembrando isso de cinco em cinco segundos? - perguntei nervosa. - Não foi nada demais, eu cansei de chorar, cansei de sofrer, cansei! Podemos esquecer? Você ir lá falar com ele não vai mudar o fato! Não vai muda-lo! - eu disse cansada.
Lilly e meu pai ficaram quietos.
- Ótimo! - me sentei.
Comemos em silêncio, as vezes, os sermões do meu pai me enchem o saco demais.
Lilly me olhava com reprovação, meu pai, com um olhar magoado e ofendido, mas pouco me importei, eles tem que entender que eu tenho 17 anos! 17! Já sei me cuidar, ou deveria.
Terminei de comer, coloquei as coisas na pia e disse sem paciência:
- Com licença. - girei meus calcanhares para as escadas, subi sem pressa.
Tomei um banho rápido e me joguei na minha cama.
O sono não vinha... Alcancei meu computador, entrei no Facebook, tinha umas mensagens de uma populares tipo “Niina, por que você não posta foto com o Ross? Terminaram? Hahahaha” fiz questão de responder:
Não preciso ficar postando foto pra vocês ficarem me stalkeando, amores, se eu estou ou não namorando com ele, é da minha conta! Não devo a nenhuma de vocês né? Então pra que ficam me cobrando satisfações? Eu não fico colocando pitaco naquilo que vocês postam, agradeceria se vocês parassem de me stalkear, tá feio! Tá ridículo! Beijo”.
Umas meninas ficaram tipo “Meu Deus arrasou” e outras, as populares, “não te stalkeio” uhum... Tá...
Maluh começou a me mandar mensagem sem parar, perguntando o que tinha acontecido, disse que lhe contava amanhã.
Não stalkeei ninguém, desliguei o computador e me deitei... Lembranças voltaram e encher minha cabeça, mesmo eu não querendo...
- Por que você me olha tanto? Não é por que eu sou bonita! - eu perguntei.
- Eu estou tentando entender, por que entre mil garotas, meu coração escolheu você... - Ross disse sorrindo.
- Por que, entre mil garotas, eu sou a certa pra você! - passei minha mão por seus cabelos.
- É... E eu sou o tipo errado que só você pode concertar…”
É... Talvez eu devia corrigi-lo, mas eu não consegui... Talvez seja muito trabalho pra mim...
“- Por que você olha tanto pro alto? - Ross perguntou brincalhão.
- Gosto de ver as nuvens... - dei de ombros.
- O que tem de mais nas nuvens? - ele perguntou curioso.
- Nada demais... Gosto de ver as formas que elas formam... Gosto de olha-las e pensar... - sorri. - E agora me dê uma explicação lógica... 
- Sobre...?
- Por que você era tão... - não completei a frase.
- Idiota?
- Pode ser...
- Talvez... Talvez eu estivesse com medo do amor, medo do estranho... De algo não conhecido... Gosto de ter controle das coisas, de não me desesperar... Talvez era isso... As bebidas, as vadias, eram coisas que eu conhecia muito bem e tinha total controle... Já você é toda esquentadinha, tenho que dar meu máximo por você... 
- E pelas vadias?
- Algumas eu tinha que pagar, as mais gostosas, outras era apenas dar uma piscadela, mostrar minha barriga... Era fácil...
- O que tem demais com sua barriga? - perguntei inocente.
Ele simplesmente levantou a camiseta, verdade, seu tanquinho era maravilhoso...
- Tá, já pode abaixar isso! - ri.
- É todo seu amor... Não se preocupe. - ele me puxou pela cintura, selando nossos lábios.
Esse acho que foi o dia que Ross estava mais fofo, ele me pegou em casa cedo, as 7h, me levou para um parque, onde passamos a tarde toda de um sábado entre risadas, brincadeiras de criança e beijos.
Foi um dos melhores, senão o melhor, dia da minha vida!
- Niina, por que você decidiu ficar comigo?
- Sei lá... Por que você fica sempre me fazendo perguntas?
- Hm... Sei lá... Só queria saber...
- O errado e perigoso me atrai. - sussurrei sapeca.
- Hm... Eu não sou perigoso ok?
- O caminho de ficar com você que é... Posso quebrar a cara muitas vezes...
- Prometo não fazer isso com você.
- Promete? - perguntei inocente.
- Prometo. - ele me selou.
É Ross... Só prometeu mesmo... Sorri frouxo.
Fechei os olhos, bloqueei as lembranças, cansei de chorar, cansei de sofrer, chega! Nunca fui apegada a garoto nenhum! Por que diabos me apeguei a ele?
Consegui pegar no sono sem pensar em nada mais.
(...)
Acordei com meu celular tocando, desliguei o despertador, desnecessário, pois hoje eu entrava as 09h, mais tarde sei lá por que diabos.
Levantei, tomei um banho e peguei uma roupa pra dar uma volta, não olhei o horário, se eu faltasse também não teria problema... Teria sim, último ano, últimas provas...
Coloquei uma calça moletom e um moletom da adidas, prendi o cabelo e sai.
Meu pai não estava em casa, Lilly ou estava dormindo ou na casa dos Lynch, ou com Riker, pouco me importei, o que Lilly faz ou deixa de fazer já deixou de ser da minha conta.
Sai de casa, tranquei a porta e comecei a andar, ouvindo alguns "bom dia's" dos vizinhos, vendo alguns senhores e senhoras sentados nas varandas de suas casas fazendo nada, crianças brincando na rua, um casal discutindo na varanda, um gritando mais que o outro, e apontando pra tudo o que é lado, pensei rapidamente que não queria um casamento assim, não que meu casamento será a base da perfeição, terá algumas brigas, mas se eu e meu marido quisermos ser felizes, teremos que ceder as vezes...
Pensei em Ross e eu juntos... Morando na mesma casa, com dois filhos, talvez ele seja famoso, com sua banda e tal, ou talvez ele siga a proposta para fazer uma série da Disney... Tantos talvez... Talvez ele se case com Britany, ou talvez Aleisha, Beatriz, Anna, Luna... Tantas opções...
Calma lá, desde quando esse passeio era para pensar em Ross? Esse passeio era pra pensar em mim, minhas viagens quando eu me formar, minha faculdade de música, minha vida.
Passei umas duas horas andando, na verdade perambulando, olhando as casas, as pessoas, fui até onde meus pés aguentaram, decidi voltar para casa, antes que me atrasasse para a escola.
Voltei meio que correndo para casa, quando olhei no relógio quase tive um ataque cardíaco, 9h30, droga! Não dá nem tempo de tomar banho! A minha sorte é que eu não suei.
Peguei meu celular, passei um batom básico e peguei minha mochila.
Fui correndo para escola, que não era tão perto, droga! Merda! Por que logo hoje eu decidi ir caminhar? Nunca faço isso! Droga!
Cheguei quando a segunda aula estava começando, a professora me deixou entrar, dizendo que seria a primeira e última vez, sorri e me sentei na primeira carteira, a única que tinha sobrado.
Juro que tentei prestar atenção nas aulas, mas eu não estava com cabeça pra isso, a voz da professora parecia cada vez mais longe, mesmo que ela estivesse ao meu lado, berrando.
O horário do intervalo chegou rapidamente, Lilly e Maluh me abraçaram, Lilly contou tudo para Maluh, sem poupar xingamentos e palavras ofensivas, achei um pouco desnecessário, ms não comentei nada, preferi ficar quieta na minha... Pensando no nada.
Maluh, como sempre gorda, já estava comendo, enquanto eu nem relei na minha comida, as vozes do refeitório pareciam longe, a única coisa que eu ouvia era meu coração gritando de dor, pedindo para que tudo o que tivesse acontecido fosse apenas um pesadelo, mas na verdade não... Era tudo muito real.
Quando o sinal tocou, Lilly me balançou, me acordando do meu transe.
- Vão indo, tenho que pegar meu livro no armário. - sorri triste.
- Ok. - elas sorriram fraco e se foram.
Deixei minha comida intocada na mesa, fui a passos rápidos para meu armário, peguei meu livro e girei os calcanhares para ir para a sala.
Me arrependi amargamente disso, Ross estava todo risonhos com Brittany agarrada em seu pescoço, ela dizia alguma coisa e ria, quando seus olhos encontraram os meus, foi como se eu fosse atingida por uma avalanche, ele me esqueceu, ele me esqueceu, me esqueceu por completo, ele já me superou! Está com a Brittany... Senti meus olhos se encherem de lágrimas, fechei os olhos as segurando, fechei com tudo meu armário e corri para o banheiro mais perto.
Foda-se aulas, foda-se as matérias, foda-se tudo!
Entrei na primeira cabine vazia e me joguei no chão, as lágrimas já embaçavam o caminho, nem tranquei a porta, por que simplesmente abri a tampa do vaso e vomitei tudo o que tinha e não tinha comido, foi nojento, fechei a tampa do vaso e sai da cabine ainda soluçando.
- Ai ai Britt... Ele é tão lindo... - Aleisha parou de falar quando me viu. - O que aconteceu Niina? - ela perguntou falsamente preocupada.
- Nada da sua conta vadia! - eu disse entre dentes.
- Ai, foi por que a Britt ficou com seu namoradinho? - elas deram uma risada histérica. - Não liga amor, você supera... Afinal ele só queria ficar com você, não havia nenhum sentimento da parte dele, isso qualquer pessoa com olhos veria! - ela piscou.
- Cala a boca! Você não sabe de nada, nada! - eu disse segurando a raiva e um grito de ódio.
- Ah é? Sempre que ele te beijava nas aulas de educação física ele ficava de olho no corpo das outras.
- Principalmente no meu querida. - Brittany a cortou. - Bem, agora que estamos juntos... - juntos? Ele já firmou outro compromisso? - Eu quero você bem longe dele ok? Não lhe dirija a palavra nem se for obrigada ok?
- Será um prazer Brittany.
- Ótimo... - ela deu um sorriso vitorioso.
Elas deram as costas, saindo do banheiro.
- Vadia... - soprei.
- Disse algo amor? - ela se virou jogando os cabelos perfeitos.
- VADIA! CACHORRA! FILHA DA PUTA! - voei em seu pescoço, distribuindo tapas e socos. - VOCÊ É UMA VADIA! - ela gritava pedindo ajuda, tentava me unhar, coisa que conseguia com muito êxito.
- PARA! AI MEU CABELO! - ela urrava.
Aleisha nos encarava com medo e pânico nos olhos, ela não se mexia, só cobria a boca com a mão.
- VOCÊS SÃO DUAS PIRANHAS! - eu disse puxando um pedaço do cabelo de Brittany, trazendo junto alguns fios, ou melhor, um tufo de cabelo.
- PARA! VADIA É VOCÊ! - ela gritava desesperada.
Ouvi a porta bater na parede com tudo, fui puxava com força de cima de Brittany, eu chutava e tentava socar a pessoa que me tirou de cima dela, gritava até meus pulmões arderem.
Ouvi seu choro falso, ou talvez não tão falso, por que eu realmente havia a machucado.
- As duas para a minha sala, agora! - a diretora disse ríspida.
A pessoa que me segurava me soltou com receio, sai pisando fundo, mas antes de sair do banheiro, olhei para Brittany, com meus olhos ardendo de raiva, cuspi em seu rosto e dei um sorrisinho falso, saindo do banheiro.
- SUA NOJENTA! - ouvi ela gritar.
Me dirigi para a sala da diretora, atrás da mesma.
Ainda tive que espera-la me chamar, fiquei encarando as paredes da sala da secretaria, ouvi passos rápidos de saltos no corredor, estremeci, merda! Ela chamou meus pais!
Dito e feito, meus pais irromperam na secretária discutindo, logo atrás Brittany e seus pais.
- Ainda bem que vieram! - a diretora disse cordial. - Entrem todos.
Ela abriu a porta de seu escritório, entrei atrás do meu pai.
- Bem, eu lhes chamei aqui por que agora a pouco, a Srta. Brittany foi encontrada sendo espancada pela Srta. Niina, gostaria que seus responsáveis pudessem me ajudar a entender o que ocorreu.
- Por que você fez isso Niina? Você e Brittany sempre se deram bem! - meu pai começou.
Meus pais e os pai de Brittany eram amigos, afinal, nossas mães se conhecem desde muito pequenas e nossos pais se conheceram no trabalho.
- Eu não gosto dela! Eu a suporto! Apenas por que vocês são amigos, eu nunca gostei dela, ela é invejosa, quer tudo o que eu tenho, tem o prazer de me ver acabada, triste, brava e tudo o que possa trazer benefícios a ela! - coloquei as cartas na mesa. - É o que ela faz com todos aqui na escola! - me virei para seus pais. - Ela põe terror nessa escola, todos tem medo dela! Vocês acham que ela é santinha? Vocês sabiam que sua filha não é mais virgem? Que ela está namorando o cara mais galinha da escola, mas mesmo assim continua saindo com outros caras? Sabia que sempre que vocês a deixam sozinha, acreditando que ela não sairá de casa, na verdade ela está é em baladas? Bebendo todas? - coloquei as cartas na mesa. - Eu não sou santa também, mas não finjo ser alguém que não sou! - eu disse irritada.
Seus pais ficaram com uma expressão de confusão.
- Por que está nos dizendo isso Niina? - sua mãe perguntou.
- É mentira mamãe! Sempre que vocês me deixam em casa, eu fico comendo baboseiras e assistindo TV, ela que sai! - Brittany disse com uma voz de criança.
- Acreditem no que quiserem, podem perguntar para qualquer um nessa escola, todos irão afirmar-lhes o que eu acabei de dizer! - me encostei na cadeira.
- Mas o foco é a briga de vocês duas no banheiro! -a diretora cortou. - Por que vocês estavam brigando?
- Por que ela é louca! - Brittany disse.
- Por que eu estava com raiva, eu estava com raiva de alguém, esse alguém é o novo namorado dela, meu ex... - doeu falar aquilo. - E então ela e Aleisha começaram a falar que agora ele era dela, e muitas outras baboseiras, o que fez minha raiva crescer mais!
- Violência nunca é o melhor jeito de resolver as coisas Srta. Niina.
- Não me importa! A violência foi a unica maneira que eu encontrei de não matar alguém!
As expressões de todos naquela sala foram de espanto, "matar?" - pensei comigo, - "é, talvez eu não estivesse tão longe disso...".
- Srta. Brittany?
- Ela me machucou toda! Olha isso! - ela mostrou seus machucados.
- RECEBEU O QUE MERECIA VADIA! - gritei nervosa.
Levantei da cadeira já cansada de tudo, sai batendo a porta.
Ninguém veio atrás de mim, melhor assim.
Corri para o ginásio, fui até os vestiários, onde eu sabia que não tinha ninguém, além daqueles que passavam pelo mesmo que eu, ou estavam matando aula.
Mas para minha surpresa, estava quase deserto.
Exceto por uma pessoa loira, com um violão, pelo movimento de seus ombros, a pessoa chorava.
Paralisei assim que a pessoa levantou o rosto para me olhar...
- Eu... An... - eu disse entre soluços.
- Pode ficar... Não me importo. - ele secou as lágrimas.
Só lembro de me sentar, depois disso desmaiei.

Capítulo 14 - Memories...

Aquele tempo com Ross me fez sentir que estávamos nas nuvens, ele tem sim um coração, e aí de quem falar o contrário!
Quando deu 21h fomos embora, ele me deixou em casa e foi.
Tomei um banho bem rapidinho, as 21h já era pra estarmos na tal balada.
Meu pai não estava em casa, tinha um bilhete avisando que ele saiu.
Fui escolher a minha roupa, Lilly mandou mensagem falando pra mim pegar a minha autorização.
Peguei na cozinha, a dela não estava ali, deve ter pego já.
Ouvi a buzina do carro do Ross, peguei meu celular e a autorização, tranquei a porta e entrei no carro.
- Quer mesmo ir? Ou quer ficar em casa?
- Vamos Ross, eu to bem, espero que não tenha nenhuma garota dando em cima de você.
- Vai ter algumas, mas não se importe, elas são uns nadas pra mim!
- Que bom! - coloquei minha mão em sua nuca e ele sorriu.
Fomos o caminho todo assim, no silêncio, mas foi gostoso.
O segurança ficou desconfiado sobre a minha autorização, Riker apareceu na porta, e com a "autorização" dele entramos, já que Ross também era de menor.
Entramos e fomos cumprimentar os outros convidados do Riker.
Ross me apresentou para umas primas que estavam com roupas curtíssimas, dava para ver até o útero delas.
Abaixei minha saia com medo de que eu estivesse parecida com elas.
- Você está ótima Niina, para de puxar a saia! - Ross sussurrou pra mim.
Me sentei num sofá meio distante da música alta.
- Você não queria ter vindo né?
- Ross, você está me enchendo o saco já! Você me perguntou isso quatro vezes! Eu queria estar aqui sim, só não estou acostumada com tudo isso...
- Tudo bem então... - ele se sentou. - Quer beber alguma coisa?
- Ross pelo amor né? Eu to bem, se eu quiser algo eu te peço.
- Então tá... - ele disse e ficou quieto.
Meus olhos correram por todo o lugar, pessoas dançando, vadias se esfregando nos caras, pessoas vomitado de tanto que beberam, casais se pegando nos cantos.
Eu estava me sentindo deslocada ali, todas as meninas estavam de roupa colada, de coro, curta, com saltos enormes, e eu de sapatilha, as meninas com maquiagens fortes, roupas pretas...
- To me sentindo meio deslocada... - eu quase gritei para Ross ouvir.
- Você está linda Niina! - ele me beijou.
Nosso beijo foi ficando quente, suas mãos passeavam por meu corpo, fui chegando mais perto nele, ele puxou minha coxa para o outro lado de suas pernas, fiquei sentada em cima dele, minhas mãos estavam bagunçando seu cabelo.
Suas mãos subiram pelas minhas coxas até minha bunda, ele a apertou e eu voltei a realidade.
- Não... - quebrei o beijo. - Ross... Não...
- Por que Niina?
- Ross... Eu ainda não estou pronta... Eu...
- Tá. - ele me tirou de cima dele e saiu.
Fui atrás dele, aquilo estava me lembrando meu sonho, não podia deixar ele me trair, seria o fim do mundo.
- Ross, calma, ei... - puxei seu braço.
- Só vou pegar algo pra beber! - ele sorriu.
Respirei fundo, aliviada, meu Deus.
Fui junto, peguei uma Coca, já que eu ainda não posso beber.
Voltamos pro sofá, não passamos de amassos, sei que logo logo ele vai se cansar disso, mas por enquanto eu ainda estou com o pé atrás com ele, apesar de ele ter falado que me ama, estar fofo, diferente... Enfim... Eu ainda tenho meu pé atrás.
Uns minutos ali e Rydel veio toda risonha pra cima de mim.
- NIINA! - ela gritou no meu ouvido.
- Ry…
- VEM DANÇAR! - aposto que ela já havia ingerido uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, pelo simples fato de estar rindo das paredes e dizendo “oi” até para um desconhecido.
- Rydel, ai, ai, para! Rydel! - puxei meu pulso, ela estava apertando para não me perder.
- Vamos Niina! Estão todos dançando!
- Calma! Você está me machucando.
- Tá. - ela me soltou e começou a se enfiar no meio do povo, dançando e berrando as músicas.
Tentei chegar perto, mas ali naquele grupinho só tinha ela e suas amigas, as quais me olharam torto, me afastei.
- Voltou por que Niina? - Ross perguntou assim que me sentei ao seu lado.
- As amigas da sua irmã me dão medo… - eu disse e deitei a cabeça em seu ombro.
- Aqui tá muito tédio Niina, vamos dançar, beber alguma coisa sei lá...
- Que horas vão cantar o parabéns? - perguntei me levantando.
- Não sei, vamos falar com o Riker... - foi atrás do loiro, ele estava sentado numa banqueta, rindo com a Lilly, provavelmente ela estava falando asneira, como sempre.
- Feliz aniversário Riker! - o abracei.
- Que horas vão cantar o parabéns? - Ross foi direto.
- A mãe daqui a pouca chama. - ele eu de ombros.
- Oi Niina! - Sra. Stormie disse me dando um beijo na bochecha.
- Oi Senho... - ela negou. - Stormie... - sorri.
- Vamos cantar o parabéns? Umas primas de vocês já querem ir embora.
Fomos pra perto de uma mesinha que não tinha bolo nenhum, não entendi mas fiquei quieta.
- PARABÉNS PRA VOCÊ! NESSA DATA QUERIDA! - Rydel puxou o coro, ela trazia um bolo enorme em cima de alguma coisa que tinha rodinhas.
Quando terminamos de cantar parabéns, Riker soprou a velinha rindo, e o bolo começou a cantar "Love Me" o cover do R5, lembrei vagamente de Lilly falar sobre isso.
Riker estava rindo, muita palhaçada.
Riker cortou um pedaço do bolo e fez um discurso sobre pra quem ia dar o primeiro pedaço, ele foi todo fofo, obviamente era para Lilly, não dava nem pra fazer suspense.
- Quanto você aposta que é pra Lilly? - Maluh apareceu do além.
- Oi Maluh! - a abracei, me soltando do braço do Ross. - E eu não aposto nada, esses dois ai... - deixei a frase no ar.
Ele deu pra Lilly e depois pra mãe dele, peguei um pedaço e fui sentar com a Lilly e Maluh que estavam todo sorrisos.
Comecei a bocejar, soninho dando seu oizinho.
Me despedi da Maluh, só iria vê-la no outro dia na escola, Lilly eu veria quando chegasse em casa.
Sai dali procurando Ross... Nada... Peguei meu celular e comecei a ligar para ele.
- Merda... Atende o celular Ross!! - gritei sozinha, tirando o celular do ouvido. - Rydel, viu o Ross?
- Ele falou que ia ao banheiro.
- Valeu.
Sai dali indo direto para o banheiro.
O procurei por todos os cantos, avistei uma cabeleira loura beijando uma morena com um vestido que dava para ver até o seu útero.
Não liguei muito, até ouvir a garota gemer "Ross, vamos pra um quarto..."
Ali meu mundo caiu.
- Ross? - perguntei com lágrimas nos olhos.
- Niina? - ele perguntou meio embolando as palavras. - O que você tá fazendo aqui?
- Procurando você!
- Por que?
- Você sumiu do nada! Eu estava te procurando.
- Por que?
- Por que você é meu namorado porra!
- Mas eu não posso te tocar. - ele sorriu malicioso. - E... - ele engoliu balançando a cabeça. - Eu não sou seu namorado.
Verdade, nunca foi feito esse pedido, oficialmente não.
Mas aquelas palavras me machucaram muito!
"Eu não sou seu namorado..."
Como aquilo me machucou.
- Tudo bem então... Se divirta. - eu disse segurando as lágrimas.
Sai correndo, tropeçando nos saltos, assim que cheguei na rua, tirei os saltos e fui andando sozinha pela rua, com os saltos na mão e a bolsa no ombro e as lágrimas escorrendo por minhas bochechas, molhando meu vestido.
Uma luz branca e forte cortou o céu, um raio... Logo depois começou os trovões, merda... Logo a chuva...
Parecia até uma cena clichê de filme, onde o garoto trai a menina, e ele sai correndo para reparar o erro, mas nada disso aconteceu, eu foi o caminho da balada até minha casa chorando e sendo cantada por bêbados.
Abri a porta de casa e entrei toda molhada mesmo, talvez meu pai se assuste achando que é um zumbi, por que eu andava igual a um...
Fechei a porta e subi as escadas fungando, aquela chuva vai me dar um belo resfriado de uns três dias em casa.
Entrei no banheiro, arrancando minha roupa, tomei um banho super rápido, me joguei na cama com o cabelo molhado mesmo, adormeci, não me lembro de nada.
(...)
- NIINA! ABRE ESSA PORTA! - ouvi gritos e batidas na porta.
Cocei os olhos e flashbacks cruzaram minha mente, isso fez minha cabeça doer.
Me levantei da cama xingando Lilly por estar gritando, isso só me dá mais dor de cabeça.
Abri a porta sem nem abrir os olhos direito.
- Para de gritar Lilly! Eu to com dor de cabeça!
Ela ficou me encarando um tempo, provavelmente pela minha cara de zumbi.
- Andou chorando? - ela perguntou óbvia. - O que aconteceu?
- Aquele babaca... Idiota...
- Quem? Ross? Ei... Calma, falando em Ross, por que ontem ele estava chorando lá... E...
- Chorando?
- É... Ele estava bêbado, chorando e toda hora dizendo "como eu sou estupido!".
- Ele é estupido mesmo! - eu disse com raiva.
- O que ele fez?
Suspirei fundo, as lágrimas começaram a se acumular.
- Sabe quando eu fui procurá-lo? Eu o encontrei aos beijos com uma mulher... - parei fechando os olhos, segurando as lágrimas. - Ele disse que não éramos namorados e ele não podia me tocar e...
- FILHO DA PUTA! EU VOU MATA-LO!
Ela saiu correndo, minhas pernas tremiam, então não consegui alcançá-la, quando eu estava no começo da escada ela já estava no carro.
- LILLY VOLTA AQUI! - desci correndo, mesmo minhas pernas doendo muito. - LILLY!
Ela saiu cantando pneu, gritei, mas nada adiantou, segurei a cabeça com as mãos.
- Merda! - entrei correndo tentando ligar pra alguém, a primeira pessoa que me veio na cabeça, Riker.
Digitei seu número rapidamente, no terceiro toque ele atendeu.
- RIKER! - gritei desesperada.
- Calma, que foi?
- A Lilly tá indo atrás do seu irmão e...
- Por que?
- Ele me traiu ontem e eu contei pra ela...
- O QUE? FILHO DA PUTA! - ele gritou. - Tchau Niina, depois a gente se fala.
- NÃO! NÃO DESLI... - ele desligou na minha cara, desesperei, Lilly levou o carro, eu to de pijama... Merda! - MALUH!! - disquei seu número o mais rápido que eu consegui, liguei três vezes e ela não atendeu.
Droga! Droga!!
Lilly não, Riker também não, Rydel muito menos... Rocky deve estar com a Maluh... Que droga! Só tenho que rezar pra que Lilly não mate Ross...
Desisti, joguei o celular no sofá e bufei, passei as mãos pelo cabelo, fechei os olhos e segurei as lágrimas.
Tranquei a porta e me joguei no sofá, agora só me resta rezar.
Liguei a TV e tentei prestar atenção em qualquer coisa que passasse no canal.
Juro que tentei, mas 2h depois eu já estava em cólicas, Lilly não respondia minhas mensagens, Riker muito menos, ninguém atendia o celular ou o telefone de casa, isso estava me preocupando imensamente.
Ouvi o barulho de pneu de carro, meu coração bateu mais rápido...
Ouvi a chave rodar, Lilly.
- Sabe onde aquele filho da puta estava? Escrevendo uma música! ESCREVENDO A PORRA DE UMA MÚSICA! - ela gritou. - Eu tentei bater nele, tentei matá-lo mas sabe o que o filho da puta fez? Começou a chorar! Puta que pariu! Riker tá até agora dando sermão nele!
Meu coração perdeu um pulo, não sei ao certo por que, talvez por ele estar escrevendo uma música, talvez por ele estar chorando, talvez por ele não estar morto...
Abracei Lilly sem pensar muito, ela devolveu o abraço, passando a mão no meu cabelo, me consolando.
Comecei a chorar, talvez tudo que eu não tenha chorado ontem, Lilly me levou pra dentro e trancou a porta.
- Pode chorar, pode xinga-lo... Aqui você está livre de julgamentos. - ela sorriu, ri de leve.
Respirei fundo e voltei a chorar, chorei de soluçar.
Sei que Lilly sempre, sempre vai me apoiar, em tudo, mesmo se o cara for o Justin Bieber, ela vai xinga-lo só para me ver feliz.
Acho que passei horas chorando, Lilly ficou quieta, apenas afagando meu cabelo.
Quando o choro sessou, Lilly foi fazer algo pra comermos, eu estava com dor de cabeça e tonta de fome, passava algum filme de comédia na TV, do Adam Sandler, o cara que mais me faz rir no mundo, mas nem isso me animava...
Fiquei deitada, olhando a TV com desdém, meus pensamentos voaram a lugares escondidos do meu coração, lugares que eu havia me proibido de pensar desde ontem.
- É sério Ross, deixa eu prestar atenção na aula! - eu disse em meio aos risos abafados.
- Por que? Eu sou ótimo em Inglês... - ele disse colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.
- Uhun... Conta outra piada por que essa não teve graça Lynch.
- Você e essa mania de me chamar de Lynch... - ele revirou os olhos.
- O casal ai tem algo para dividir com a turma? - o professor de Inglês perguntou bravo.
- Não prof...
- Sim senhor, sua aula é um porre, e tem muita coisa escrita errada na lousa! - Ross disse em deboche.
O professor se virou para conferir a lousa, Ross fez duas bolinhas de papel e jogou nas costas do professor.
- Essa é a brincadeira então casal? - o professor estava vermelho. - OS DOIS PRA FORA! - ele berrou.
Essa foi a primeira vez que sai de sala... Aquele dia eu quase morri de tanto gritar com ele, se meus pais soubessem, eles comiam meu rim.
- Vamooooos Niina! - Ross pediu com manha.
- Nãooooooo Ross! - fiz mais manha ainda.
- Vai ser legal Niina, primeira vez que você vai matar aula, comigo!! - ele disse feliz.
- Não é a primeira vez... - revirei os olhos.
- É sim Niina! Você está sempre nas aulas!
- Tá... Mas não... - ele me pegou no colo, tapando minha boca, ele me levou até o fundo do ginásio, onde ninguém, além daqueles que também matam aula, vão.
Aquela fora a primeira vez que eu matei aula, claro, isso aconteceu sempre que ele estava afim, eu sou leve demais... Só fomos pegos uma vez...
- O que você tanto me olha? - perguntei corada.
- Você é linda demais... - ele disse sorrindo.
- Obrigada... - coloquei uma mecha do cabelo para trás, abaixei a cabeça corando violentamente.
Ele colocou o dedo indicador e o do meio no meu queixo, o levantando, logo selando nossos lábios.
Quebramos o beijo com o som da porta de abrindo.
- Que lindo, maravilhoso... Niina Smith, uma das alunas mais aplicadas da escola, matando aula com esse playboizinho. - o inspetor rabugento disse.
Ele pegou um celular/walkie talkie ligando para a Diretora, nos dedando.
- Merda Lynch! Ela vai me deixar depois da aula!
- Ficaremos juntos! - ele sorriu sapeca. - E, a professora que fica com a gente, ela dorme, dá pra fugir.
- E levamos outro castigo! E depois uma suspensão você sabe o quanto isso vai pesar numa faculdade? Numa entrevista de trabalho? - perguntei quase que histericamente.
- Niina, para de ser tão certinha... - ele disse revirando os olhos.
Aquele dia pegamos um castigo de duas horas depois do horário e nossos pais ainda tinham que assinar um negócio... Meu pai quase teve um infarto, ele gritou por horas, dizendo que se eu não terminasse com Ross, ele iria me proibir de sair com ele, dias depois ele viu que não adiantaria...
Meus pensamentos foram para mais longe ainda...
- Niina? - Ross me chamou.
- Fala.
- Posso te falar uma coisa bem clichê? - assenti. - Acho que eu gosto de você desde que você chegou na escola, lembra? Você era toda tímida, não falava com ninguém a não ser a Lilly... Eu te achei linda desde lá... Você era diferente de todas, era fofa, amigável, ajudava até aqueles que não mereciam sua paciência e tal... Acho que eu te amo desde essa época...
- Se eu chorar vai tornar esse momento mais clichê ainda né? - perguntei com a voz embargada.
- Vai... Mas não me importa mais... - ele me beijou.
Aquele beijou foi épico, o melhor beijo que já tivemos.
Lágrimas voltaram aos meus olhos, merda! Por que eu tinha que lembra disso? Merda! Merda Niina! Que PORRA DE VIDA! MERDA! INFERNO!
- Niina... - Lilly me chamou. - Que foi?
- Nada... - sequei os olhos rapidamente.
- Eu te conheço. - ela colocou as mãos na cintura me olhando com cara feia.
- Ah é Lilly? Então você sabe o suficiente que eu to mal pra caralho não é? Então não vem com essa porras de pergunta “tá tudo bem?” por que não porra! Eu to mal pra caralho, ele me traiu, me traiu, na cara dura! - as lágrimas gordas rolavam pelo meu rosto. - ELE ME TRAIU! PORRA! ELE SABIA QUE EU ESTAVA LÁ! ELE SABIA! MERDA! MERDA! - bati nas coisas com raiva, quebrei dois vasos na parede, Lilly gritava e mandava eu parar. - MERDA! QUE ÓDIO! FILHO DA PUTA! IDIOTA! - eu cansei e me deixei cair no chão, perto dos cacos.
As lágrimas rolavam, eu não estava nem um pouco afim de levantar dali, eu preferia mil vezes morrer logo, por que sofremos tanto? Meu Deus, por que dói? Que droga! O que eu fiz?
- MERDA DE VIDA! QUE INFERNO! - abracei meus joelhos, balançando pra frente e para trás, pedindo para esquecer o que aconteceu, pedindo para simplesmente apagar esses dois meses, esquece-los... Doeria muito menos!
Ouvi a campainha, sequei os olhos rapidamente, Lilly abriu e começou a gritar.
- SAI DAQUI! ELA NÃO QUER TE VER!
- Mas eu quero vê-la... - ouvi sua voz.
Congelei, merda...

Capítulo 13 - Hockey fight.

Duas semanas depois de ter colocado aquele gesso, cá estou eu, o tirando agora.
Assim que o médico tirou, eu pulei da maca e dei uns saltinhos.
- Aiin to tão feliz por tirar aquele gesso! - eu disse animada.
- Filha, se acalme. - meu pai riu.
- Olha, não pule muito, não corra muito, não esforce muito o seu pé, ele acostumou a ficar parado, então não force ok?
- Pode deixar doutor. - sorri girando meu pé.
- Vamos Niina.
Fui dando pulinho até o carro, meu pai ia rindo da minha cara.
- Papi lindo do meu coração, vou te pedir um favor ok?
- Fala.
- Eu e Lilly temos um aniversário semana que vem, é numa balada, e você tem que assinar uma autorização para entrarmos, já que temos 17.
- De quem é o aniversário?
- Riker, o novo namorado da Lilly.
- Hm... Tá.
- Te amo papai! - beijei sua bochecha e ele riu.
Assim que chegamos em casa, sai saltitando por toda sua extensão.
- O medico disse sem pular Niina! -meu pai me adivertiu.
- Mas eu estou livre pai! - disse dramática. - LIVRE! - disse pulando no sofá.
- NIINA! - meu pai gritou bravo.
- Tá... - deitei no sofá.
@NiinaSmith "#SemGesso #QueAlívio".
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Essa semana Ross estava tão fofo comigo, mandando mensagem perguntando se estava tudo bem, me trazendo da escola... Até na escola ele estava fofo comigo, claro que eu amei, mas eu estava estranhando um pouco, até os professores estranharam, por que ele não estava mais aprontando tanto nas aulas, só quando eu estava prestando atenção na aula e ele queria minha atenção, ai era um grande problema, mas nada comparado à antes...
Subi correndo, procurando Lilly, pra poder pegar os papéis que nosso pai tinha que assinar, antes de ele sair pra trabalhar.
A achei falando no celular, sorrindo para os quatro cantos do mundo.
- Feliz aniversário de novo mor... Minha irmã chegou aqui beijo...
- Riker? - perguntei assim de que ela desligou a ligação.
- Sim... - ela sorriu. - O que você quer?
- Vim pegar a autorização pra hoje...
- Hm... - ela olhou pelo quarto. - Acho que tá na impressora.
- Hm... - dei uma mechida e nada. - Não tá Lilly.
- Puta que pariu... - ela xingou baixinho. - Vê se tá misturado com as coisas de escola.
Achei e sai correndo de seu quarto, passei no quarto do meu pai, entreguei as autorizações e fui pro meu quarto.
Peguei o celular, cheio de mensagens do Ross.
"Você foi tirar o gesso e nem me falou nada? Poxa :("
"Eiiiiii, esqueceu o celular?"
"Niina?"
"Tá viva?"
"Niina?"
"Mor??"
"NIINA CADE VOCÊ CRIATURA?"
"Niina, meu amor, eu te fiz algo? Pelo amor de Deus, para de me ignorar!!!!"
"NIIIIIIINA!!!!!"
"Hahahahahahahaha, oi mor, eu deixei o celular em casa, desculpe hahahaha, mas sabe o que é? Eu estava tão feliz que ia tirar o gesso que até esqueci de te chamar, meu pai mandou eu entrar no carro e fomos para o hospital! Eu to tão feliz meu Deus! Como é bom andar de novo!!!!"
Ele demorou para visualizar, provavelmente estava longe do celular, mas logo respondeu:
"Quase tive um ataque cardíaco aqui Niina! Achando que eu já tinha feito alguma besteira, sei lá...!
Até parece que você não andou esses dias né? Você tava sempre andando pra lá em pra cá, e eu e seu pai no seu pé para você parar... Mas vê se você nos ouviu? Pelo amor... Enfim... Tá tudo bem com seu pé? Nada de forçar em?"
Revirei os olhos, verdade, ele e meu pai ficaram essas duas semanas me enchendo, "para de subir e descer essas escadas Niina!", "vai ter que ficar mais tempo com esse gesso!" Af.
"Sim Ross, tá tudo bem, e sim, eu quase não andei, você me carregava pra cima e pra baixo, e desculpe, o meu celular tava acabando a bateria e não quero viciar mais uma bateria... Enfim... Que horas você vem me pegar hoje?"
"Umas 21h... A festa vai começar as 22h, uma hora pra você, Lilly e sua amiga lá ficarem babando o ovo do Riker...."
"Que idiota você mor... Não vou ficar babando o ovo do Riker, a Lilly talvez, eles não estão ficando? Maluh tá super gamada no seu irmão Rocky, duvido que ela dê atenção ao Riker... Essa uma horinha é só pra ficarmos jogando papo pro alto mesmo..."
"Uhum, tá... Sei... Então ok, nem dá pra eu passar na sua casa, minha mãe inventou que Riker ia escolher o que vamos fazer hoje, estamos indo jogar hokey, vai querer assistir?"
"Pode ser... Vou ficar sozinha?"
"Só se Lilly e Maluh forem... E tem a Rydel..."
"Ok, quanto tempo pra eu me trocar??"
"30min, Rydel já tá gritando aqui... Tchau"
"Tchauuuuuuuuu"
Joguei o celular de lado, corri para o banheiro, tomei um banho rápido, sai e fui no armário escolher uma roupa.
Prendi o cabelo num rabo e peguei o celular.
@NiinaSmith "#PartiuHockeyDosLynch".
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- Vai aonde Niina? - Lilly perguntou saindo de seu quarto.
- Ver os Lynch jogar hokey, você também?
- Sim, Riker acabou de ligar... Maluh disse que não vai por que a mãe dela está a forçando estudar.
- Hm...
Desci as escadas correndo, encontramos nosso pai deitado no sofá, roncando com a TV ligada.
Peguei um papel e deixei colado ao lado da TV.
"Pai, eu e Lilly fomos ver os Lynch jogar hokey tá? Lembra quem são os Lynch né? Não quisemos te acordar
Xoxo Niina, sua princesa"
Eu fui dirigindo com Lilly falando sobre as surpresas que ela e Rydel bolaram para o aniversário do Riker, era um bolo enorme, cantando Love Me o cover deles, e iam jogar água nele, e sei lá mais o que... Não queria prestar atenção.
Ela se calou quando Riker ligou pra ela, minha irmã sorria para Deus e o mundo.
Agradeci, por que eu não agüento ele falando o quão perfeito ele é.
Assim que chegamos eles desligaram, Lilly correu do carro, provavelmente indo se atracar com o Riker, o que mais ela faria?
Estacionei direito, e entrei no local, alguns funcionários ficaram me olhando, fiquei vermelha igual a um pimentão, fui quase correndo e tropeçando nos meus próprios pés até onde vi a cabeleira loura que eu tanto bagunço.
- Rydeeeeeeeel!! - gritei bagunçando seu cabelo.
- Sua filha duma mãe! - ela gritou brava arrumando o cabelo.
- Ah me ame menos Ry!
- Cala a boca sua idiota! Olha isso, meu cabelo está cheio de nó Niina! - ela disse penteando o cabelo com as mãos.
Realmente, eu havia bagunçado pra caramba seu cabelo.
- Niina! Você veio! - Stormie me puxou para um abraço.
- Eu vim, Ross mandou tanta mensagem pra mim que eu fiquei com dó.
- E falando nisso, você quase matou meu filho de preocupação, ele estava gritando com o celular e gritando com tudo mundo.
- Meu Deus, desculpe... Eu esqueci meu celular em casa e... - comecei a falar rápido.
- Ei calma, é normal, Ross é assim mesmo, fica nervosinho com tudo.
- Você veio pra falar comigo Niina, não pra ficar fofocando com a minha mãe. - Ross apareceu do nada.
- Mas eu sou educada Ross, e eu gosto de conversar com a sua mãe.
- Tá, tá... Vem logo. - ele me puxou.
- Já volto. - eu disse para Rydel e a Sra. Stormie. - Ai, ai Ross, meu Deus, calma! - o puxei pelo braço, o colando a mim.
- Hm... - ele sorriu malicioso. - Sentiu saudades né?
- Nossa como você é engraçado Ross... - sorri. - Eu te vi ontem!
- Hm...
- Mas enfim... Desculpe se eu quase te matei hoje... É que meu pai chegou apressado em casa, ele estava extremamente cansado...
- Tudo bem... - ele me deu um selinho.
- Então... Me chamou para...
Ele nem deixou eu concluir meu pensamento, me lascou um beijo, coloquei minha mão em sua nuca, mechando em seu cabelo e ele me segurou pela cintura.
Tive que ficar na ponta do pé, por que ele é realmente alto.
Aquele beijou durou um bom tempo, mas foi gostoso, todos os nossos beijos são assim, quentes, mas ao mesmo tempo calmos.
- Eu estava com saudade de você Niina. - ele disse e ficou vermelho.
- Não precisa ficar com vergonha amor. - o selei.
- VEM LOGO ROSS! - Rocky gritou de dentro do vestiário. - E AÍ NIINA?!
- Oi! - dei um tchauzinho com a mão pra ele.
- Já tenho que ir Niina.
- Tá... Vê se ganha hein?
- Eu sempre ganho Niina!
- Nem sempre mor!
Ele me olhou afetado e se emburrou.
- Eu sempre ganho sim Niina! Você que não vê!
- Uhum... Tá bom então amor... Vai logo vai. - o empurrei e ele roubou um selinho.
- Vou fazer um ponto pra você.
- To esperando então! - sorri.
Nos separamos, encontrei Rydel conversando animadamente com a Rydel, Sra. Stormie havia sumido, ou seja, fiquei sozinha.
- Vem Niina, vamos torcer! - Rydel me puxou.
Elas me ensinaram a dancinha.
- R5! - três palmas rápidas. - R5. - três palmas rápidas.
Ficamos gritando isso por alguns minutos.
- VAI R5! Vai!!
Nós e várias meninas, estávamos gritando encorajamentos para os meninos.
- VAI ROSS! Eu te amo!! - uma menina gritou.
Fiquei puta da vida.
- Não liga Niina, é só mais uma idiota que ama o Ross. - Rydel sussurrou.
- Eu sei. - sorri.
Continuamos gritando, quando Ross fez o tal ponto que ele me prometeu, ele mandou um beijo pra mim, só que a garota que gritou que o amava, achou que fosse pra ela.
- EU TE AMO ROSS! - a garota berrou.
Revirei os olhos, menina escrota!
- ROSS EU TE AMO!! - ela tirou a blusa, ficando com uma camiseta escrito "Ross é o melhor" e atrás escrito Ross&Mandy.
Fiquei fula da vida, mas ignorei, ignorei aquela escrota até o final do jogo, não era nada sério, era um joguinho entre amigos, de acordo com Rydel.
Os garotos saíram para irem tomar banho e se trocarem, mas a tal Mandy, saiu correndo para perto do Ross.
Ela pulou em seu colo e o beijou, como se fossem namorados.
Meu sangue subiu, eu estava cega de raiva, a última coisa que eu vi foi: Ross empurrando o rosto da menina para longe, depois disso só lembro de estar em cima dela, disferindo socos e tapas em sua face.
- VAGABUNDA! - dei dois socos em seu rosto, tirando sangue de seu nariz. - VADIA! FILHA DA PUTA! - a cada soco ou tapa eu batia mais forte, nada ia acabar com a minha raiva.
Senti alguém me puxar de ciam daquela vadia, mas eu bati no rosto da pessoa e voltei correndo para cima dela.
- SUA PUTA DE ESQUINA! VAGABUNDA! - soquei seu estômago. - FILHA DA PUTA! VAI ROUBAR O HOMEM DAS SUAS AMIGUINHAS! - sai de cima dela e dei um chute em seu estômago. - VÊ SE TOMA JEITO VAGABUNDA!
Sai dali espumando de raiva, claro que não do Ross, mas sim daquela filha da puta, vadia, puta de esquina! Argt que ódio!
Sai correndo para o carro, a raiva estava quase me dominando.
- NIINA, ESPERA! - ouvi a voz conhecida do Ross.
- QUE É? - perguntei brava.
- Poxa, vai devagar, até eu que corro quase todo dia, não estou conseguindo te alcançar. - ele disse sem fôlego.
- Desculpe... - parei, segurando minha cabeça numa mão. - Eu to com tanta raiva... Aquela... Aquela... ARGT! - gritei frustrada.
- Ei, calma, vamos pra um parque sei lá...
- Vamos, depois a gente vai pro aniversário do Riker.
Ele assentiu.
Ele só trocou de roupa, eu fiquei esperando-o em seu carro, só pra não encontrar com aquela puta.
- Vamos? - assenti.
Ele dirigiu até um parque pequeno que tinha ali perto, mas lindo, saímos do carro e ele me deu a mão... Aquilo estava realmente parecendo um encontro de um casal perfeito, não um passeio de uma garota que acabou de bater em outra por ciúmes...
- Niina? - Ross me chamou.
- Fala.
- Posso te falar uma coisa bem clichê? - assenti. - Acho que eu gosto de você desde que você chegou na escola, lembra? Você era toda tímida, não falava com ninguém a não ser a Lilly... Eu te achei linda desde lá... Você era diferente de todas, era fofa, amigável, ajudava até aqueles que não mereciam sua paciência e tal... Acho que eu te amo desde essa época...
CALMA, TE AMO? ROSS LYNCH DISSE QUE ME AMA? PUTA QUE PARIU!
Meus olhos lacrimejaram.
- Se eu chorar vai tornar esse momento mais clichê ainda né? - perguntei com a voz embargada.
- Vai... Mas não me importa mais... - ele me beijou.
Aquele beijou foi épico, o melhor beijo que já tivemos.
Ali eu senti todo o amor que Ross sentia por mim.
Ali, eu deixei transparecer meus sentimentos por ele.
Eu só sentia um amor, sentia que ali, eu estava totalmente entregue a ele.
Suas mãos foram descendo para minha bunda.
Calma, estou entregue, mas nem tanto né?
- Ross... - quebrei o beijo. - Não...
- Tá...
Ele me beijou.
Ficamos até umas 20h ali, se curtindo, claro que ele tentou passar dos limites algumas vezes, mas eu não deixei.
Ross Lynch realmente tem um coração, tem sentimentos, ele sente algo por mim! Ele realmente sente algo por mim! Por mim! Logo por mim!