segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Capítulo 11 - Dinner.

- O que você quer? - perguntei nervosa.
- Uma garota normal iria se derreter toda com isso. - ele sorriu.
- Pois é, só que eu não sou normal, você podia ter vindo com um skate que eu gostaria mais. - sorri sarcástica.
- Então da próxima eu trago um skate, sabe andar?
- Sei!
- Difícil uma garota que saiba andar de skate... - ele sorriu. - Eu vim aqui te explicar sobre ontem.
- Não quero saber, Scott já deixou bem claro o que você queria comigo.
- Não! Scott te quer tanto que inventou aquela história pra depois ser seu "ombro amigo".
- Até parece que eu ia aceitar o ombro amigo do Scott!
- É, o que ele tem de músculo, ele não tem de cérebro. - ele deu de ombros. - Acontece.
- É... Acontece. - meu olhar ficou vazio. - Então se explique Lynch.
- Eu te chamei lá só pra... - ele sorriu constrangido. - An... Eu não vou falar isso...
- Isso o que?
- Eu quero te beijar Niina!
Ele não esperou eu falar nada, só me atacou, senti seu hálito de menta e Coca-Cola, sua língua apenas brincava com meus lábios, logo eu cedi, colocando minhas mãos em sua nuca, aprofundando mais aquele beijo.
Nos separamos por causa da falta de ar, eu me senti meio bamba e desnorteada.
Ross Lynch era o garoto que eu mais odiava na escola toda, até ele simplesmente decidir que ficaria comigo, e então a cada minuto que ele passava perto de mim, fui descobrindo novos sentimentos por ele... É, talvez eu esteja maluca mesmo!
- Eu devo estar louca mesmo!
- Por que?
- Deixei você me beijar... - neguei com a cabeça e me separei dele. - Isso não é certo! Que droga...
- As coisas erradas são as que mais atraem as meninas.
- Verdade... - sorri. - Vai entrar ou congelar aí fora?
- Seria bom entrar, aqui está mesmo frio.
Abri mais espaço pra ele.
- São seus. - ele me deu as flores e a caixa.
- Obrigada. - sorri beijando sua bochecha.
Notei que todas as flores eram vermelhas, menos uma, ela era branca.
As coloquei num jarro da minha mãe com água e fui pra sala com a caixa de bombons.
- Meu Deus, isso é muito bom! - eu disse com a boca cheia.
Ross riu.
- Vai fica mais tempo ou já vai fugir?
- Você quem sabe. - ele me puxou pela cintura, colando nossos corpos.
- Fica? Mas eu to assistindo filme e de TPM, então não reclame se eu chorar!
- Ok... - ele sorriu, e automaticamente também sorri.
Beijei seus lábios, só por que ficar os encarando dava uma vontade enorme de fazer isso.
- Vem!! - eu disse o puxando pelo pulso para o sofá.
Sei lá, borboletas estavam habitando meu estômago, eu estava feliz de ele estar ali.
Sentamos no sofá e coloquei o filme de novo.
Comecei a chorar quando o cachorro morreu.
- Ele não devia morrer! Era só um cachorro! - eu disse quase sem voz de tanto chorar.
- Era só um cachorro Niina! Existem muito mais por aí!
- Mas ele era lindo! Que dó! - Ross riu de mim, o que me deixou meio puta. - Quando eu tiver um cachorro, nunca que eu vou deixá-lo solto! - prometi.
- Você não tem um cachorro?
- Não! Meus pais não deixam! - fiz biquinho.
- Ah... - ele ficou quieto e me abraçou.
Vimos dois filmes e ele dormiu no meu ombro.
Quando dorme até parece gente, até parece um anjo.
Me ajeitei no sofá, e deitei sua cabeça no meu colo.
Deuses... Eu prometia a mim mesma que nunca, nunca, iria ficar com ele, nunca me imaginei deitada com ele, no sofá...
Como o futuro é irônico né? As pessoas menos prováveis são aquelas que mais nos surpreendem...
Acabei dormindo também, mas acordei com um celular tocando, era o do Ross, estava em cima da mesa de centro.
"Abbie"
Peguei o celular na mão para atender, mas senti ele se remexer na minha perna e o coloquei de volta rapidinho, Ross coçou os olhos e olhou o celular, logo desligando a chamada.
Juro que fogos estouraram dentro de mim, eu quase infartei de felicidade.
- Quem era? - perguntei inocente.
- Abbie, uma vadia que conheci esses dias, deve estar me querendo de novo.
- Hm... - disse e dei um sorriso torto.
- Mas eu não a quero.
- Que bom! - sorri e ele riu.
Ross pegou o celular e olhou as horas, 18h.
- Tenho que ir... Vai ter um jantar lá em casa ou algo assim...
- Ah... Bom jantar então.
- Não quer ir?
- Melhor não...
- Por que? Lilly e Maluh vão! - ele me chantageou? Como assim?
- Hm... Melhor não... Lilly não é a nova namorada do Riker? E Maluh vai com o Rocky... Já eu vou de intrusa... Melhor não...
- Vai como minha acompanhante.
- Isso soou meio que "acompanhante de luxo". - ri.
- Você entendeu! - ele sorriu pegando minha mão. - Vai Niina... Minha mãe vai adorar!
Gargalhei, eu não queria ir por que meio iam pensar que eu estava "seguindo" Riker e por que eu to com uma puta cólica.
- Vamos! Por favor! - ele fez bico.
- Eu não agüento seu bico! - ri. - Você e seus irmãos tem essa mania de bico.
- Mania de família.
- Uma mania fofa! - sorri.
- Você vai ou não?
- Se eu não for você vai ficar me enchendo o saco?
- Vou.
- Então eu vou. - ele sorriu e selou nossos lábios.
- Passo aqui pra te pegar as 20h.
- Tá... - sorri. - Tchau.
- Tchau. - ele me selou e foi embora.
Me joguei no sofá com preguiça, quis dormir, mas se eu não fosse, Ross vai ficar bem puto comigo...
CALMINHA AI, desde quando eu me importava com o que ele ia sentir caso eu não fizesse uma coisa? Desde quando eu o deixava me beijar? Desde quando eu deixava ele ficar comigo a tarde toda? Calma, desde quando isso me deixava feliz como estou me sentindo agora? Deuses... Como as coisas mudam rápido...
@NiinaSmith "Quando a gente quer que aquela coisa aconteça... Parece que nunca acontece... Até você esqueça-la... #FotoAntiga #Natureza #GoodVibe".
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@luke__200 "Que linda".
@Rosslynchr5 "Meu Deus fiufiu".
@GambRossi "Quanto tempo Niinamor ♥".
Me levantei e subi correndo pro quarto.
"Niina, Riker me chamou pra um jantar hoje, sei lá das quanta... E eu aceitei... Tem problema você ficar sozinha??"
"Eu não vou ficar sozinha ;) Ross também me chamou"
"Ok"
Entrei no chuveiro já mentalizando a roupa que eu colocaria, nem sei pra que é esse jantar, mas tem adultos, então deve ser algo importante...
Sai, sequei o cabelo, deixando-o com cachos nas pontas, fiz minha maquiagem e fui pegar minhas roupas.
Terminei de me trocar e ouvi a campainha, olhei no relógio, 20h.
- Você está linda... - Ross sorriu.
- Obrigada. - sorri timida. - É pra que esse jantar?
- Uns amigos dos meus pais vieram passar uma temporada aqui...
- Ah...
- Vamos? - ele girou a chave do carro.
- Vamos.
Peguei minha bolsa e a chave de casa, tranquei a porta e fomos.
Ele não abriu a porta pra mim.
- Menos um ponto Lynch.
- Por que?
- Não abriu a porta para a dama... Que fora em?
- Sério isso Niina?
- Ué, pensou que eu não fosse das antigas?
- Não, pensei que você fosse bem moderna.
- Então tá... Serei moderna, posso dirigir?
- Nem tão moderna né Niina?
- Então abra a porta pra mim. - disse mimada.
Ele bufou, fechou os olhos e os abriu revirando os mesmos, ele saiu do carro e veio para o meu lado.
- Você é chata pra cacete!
- Obrigada pela parte que me toca querido. - ele abriu a porta pra mim. - Você foi um belo cavalheiro. - beijei sua bochecha.
- Será mesmo que eu quero tanto assim você? - ele perguntou meio irritado.
- Se acostume querido, se você quiser casar com uma mulher de verdade, ela vai te exigir isso! - sorri.
- Se você for essa mulher eu to fodido...
- Por que? - perguntei ofendida.
- Por que você é chata pra caralho, deve ser daquelas que quer sair junto, andar de mãos dadas. - ele revirou os olhos.
- É, eu quero isso mesmo, e daí? É o que toda garota quer, eu lhe disse, e volto a lhe dizer, você tem que pensar no que você quer. - disse seria. - Você quer se casar com uma mulher ou uma vadia?
- Hm... Uma mulher. - ele respondeu meio incerto.
- Tenha certeza do que você quer Ross, por que se você quiser uma vadia, ai sim você pode tratá-la como um cachorro, mas um mulher? - neguei com a cabeça. - Você terá que tratar como uma dama.
Ele ficou quieto, eu o deixei digerir sobre o que eu tinha falado.
Chegamos num restaurante, parecia extremamente caro.
Ross abriu a porta pra mim e sorriu.
- Obrigada. - sorri.
Ele estendeu o braço pra mim, eu o peguei e ele nos dirigiu até o restaurante.
Entramos, ele falou com o carinha que estava ali na porta, ele liberou nossa passagem, nos dirigimos para a mesa que estava seus pais e provavelmente os amigos dos seus pais, Rydel e Ryland já se encontravam ali.
A senhora Stormie abriu o maior sorriso, assim como seu marido Mark.
- Você veio Niina! - ela sorriu se levantando.
- Olá senhora Sto...
- Só Stormie, por favor!
- Desculpe... - sorri.
- Que bom que você veio! - ela me abraçou. - Fábio e sua esposa Marcela, essa é a Niina.
- Prazer. - apertei a mão do Fábio e Marcela me abraçou.
Me sentei ao lado do Ross, Rydel me mandou olhares maliciosos, eu ri discretamente.
Uns minutos depois Riker e Rocky chegaram com Lilly e Maluh, respectivamente.
O jantar foi divertido até, apesar de eu não ter gostado nada dos olhares do filho mais velho do casal amigo dos Lynch, mas foi legal, Ross estava todo "fofo", Lilly me mandou um olha bem "vamos conversar, urgentemente, depois", Maluh também me mandou esse mesmo olhar, o que me fez dar um sorrisinho dizendo "novidades".
Depois do jantar, Ross me levou até em casa, por que "é muito perigoso para uma menina tão bela quanto a mim", eu ri, ele falou tudo isso só para não dizer "não quero qu você vá sozinha!".
- Não gostei dos olhares daquele tal Henrique... Ele ficou te encarando o jantar todo.
- Ué, sou bonita querido, todos querem olhar.
- Mas nenhum pode, só eu.
- Ah é? - perguntei arqueando uma sobrancelha. - E quem disse isso hm?
- Eu ué.
- Ah, e desde quando você tem algum direito na minha vida?
- Desde qe você me deixou te beijar.
- Ah é? Então quer dizer que qualquer um que já me beijou tem direito de dizer o que eu posso ou não fazer?
- Não, só eu!
- Ah é? De onde você tirou isso? Que eu saiba você não é meu namorado pra ficar com esse ciúmes todo.
- Quem disse que eu não sou?
- Até agora ninguém me disse que você fez o tal pedido... Querido Ross, eu ainda sou das antigas! - sorri abrindo a porta do carro, o deixando atordoado para trás.
Abri a porta de casa e logo depois de Ross sair arrancando, Riker estacionou na frente de casa.
Entrei rapidinho e me escondi atrás de uma janela, só para observá-los.
Eles conversaram sobre algo que fez Lilly rir e depois sorrir abertamente, logo depois se beijaram, é são rápidos e então Lilly veio para a porta, corri pra o meu quarto, caindo no meio da escada.
- Merda! - gemi.
- Tudo bem Niina?
- Não! - puxei meu pé para meu colo. - Droga! Ai que dor! - ele estava inchado, provavelmente por que eu cai em cima dele.
- Vem, vamos pro hospital! - Lilly tentou me levantar.
- Não! Não precisa! - neguei furiosamente. - Não precisa, vou passar uma pomada...
- Não! Vamos lá ver se não torceu, quebrou sei lá... Vamos! - ela me levantou e me levou ao carro à contra gosto.
Odeio hospitais, me lembra meu avô que morreu em um...
Fui o caminho todo reclamando, dizendo que não precisava, mas eu sabia que precisava, meu pé latejava, por que eu sou tão desastrada?
Lilly fez minha ficha, ainda bem que eu estava com meu RG, por que a moça lá conseguiu minha carteirinha de hospital por ele, já que sempre andava com nossos pais.
Esperamos um tempo e então fui chamada.
O médico avaliou meu pé, logo depois me mandou para o Raio-X, o fiz e voltei para o médico, ele avaliou meus exames e então constatou.
- Não quebrou nada, só torceu e luxou algumas outras partes, nada que um gesso não melhore! - ele sorriu.
Sorri desconfortável, odeio andar de gesso!
Ele chamou o enfermeiro, que fez todo o processo, ele pedia pra eu levantar o pé, o que o fazia doer muito!
Ele logo terminou, passou uns remédios pra caso eu sentisse dor e disse pra eu voltar em duas semanas.
Quase puxei Lilly de dentro daquele hospital, com aquelas muletas, pouco dava pra fazer, mas eu tentei.
Assim que chegamos em casa, Lilly me ajudou a subir as escadas, o que demorou um tempinho, mas subimos.
- Amanhã a gente já tem que fazer as malas pra voltar pra casa viu? - Lilly disse na porta do quarto.
- Verdade... - fiz careta. - Boa noite Lih.
- Boa noite Niih.
Tive que tomar um banho de chuveirinho, o que foi um saco, coloquei o pijama, com dificuldade de passar a perna, e depois me joguei na minha cama.
@NiinaSmith "Perna engessada... Oh saco viu? :("
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@GabiMoitinho "Fazer arte dá nisso dona Niina!"
@ReeehMart "Estava aprontando né dona Niina?"
@MaluhMark "Noooooossa velhooo se ferrou! Bem feito miga!".
@NiinaSmith "Nem tava @GabiMoitinho@ReeehMart! Obrigada pela consideração @MaluhMark".
Demorei para achar uma posição, mas consegui, logo depois, cai no sono.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Capítulo 10 - Futebol game.


Acordei com Lilly pulando em mim, não entendi sua animação.
- Quem te seguiu?
- Não! Hoje tem jogo de futebol!!
- E dai?
- E dai? Querida, hoje tem jogo! Vamos Niina, eu e Maluh vamos sempre sozinhas, dessa vez você tem que ir!
- Por que?
- Por que sim cacete!
- Tá, tá! Que porra! - a tirei de cima de mim e fui pro banheiro.
Tomei um banho rápido e me troquei.
- Vamos logo Lilly!
Ela reclamou com uma maçã a impedindo de dizer algo, eu fui dirigindo.
Assim que chegamos, Maluh veio falando sobre o jogo também, eu quase matei as duas, são muito chatas!
Peguei meu celular que estava apitando no meu bolso.
"Oi, bom dia!! Você vai no jogo de hoje?"
"Arrastada, mas vou... Por que?"
"Nada... Mais tarde eu preciso falar com você ok?"
"Ok... Poderia falar agora, por que eu vou ficar curiosa!"
"Nem fique... Tchau"
Riker, Riker, Riker, você quer me matar né? Sou a pessoa mais curiosa do mundo!
@NiinaSmith "Algumas pessoas precisam perder aquilo que conseguiram fácil demais, para perceber que aquilo era importante!".
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Entramos na escola e fui estranho, o garotos continuaram a nos olhar, parecíamos celebridades, ou algo assim.
Corri para minha aula de Filosofia.
- E aí Niina? - Ross perguntou enquanto eu tentava entrar na sala.
- Oi Ross, dá licença por favor? Estou tentando chegar até minha carteira.
- Que no caso é a mesma que a minha.
- É, infelizmente Lynch! Agora vaza!
- Não... Uma pergunta.
- Não, eu não te acho bonito e não vou ficar com você, agora se me der licença... - tentei passar.
- Vai no jogo hoje?
- Talvez, não sei, provavelmente sim, provavelmente não, o futuro é incerto... - dei de ombros o sacaneando.
- Belas palavras para dizer que você nem sabia que hoje tinha jogo. - ele sorriu. - Quer ir?
- Eu sabia sim ok? Eu já vou, Lilly e Maluh vão me arrastar, agora licença?
Ele pegou o material da minha mão e levou até a carteira.
- Não precisava, não sou tão fraca.
- Podia dizer apenas um obrigado sabe?
- Obrigada. - sorri e me sentei.
- Foi um prazer!
Revirei os olhos e ri, cadê aquele Ross que só ficava dando em cima de mim?
(...)
- Por que você é assim? - perguntei repentinamente.
Ross fez cara de confuso.
Ele havia me levado para um lugar quase deserto da escola para estudarmos.
- Sabe, você parece guardar seus sentimentos, ser tão fechado, você não tem amigos verdadeiros sabe? Você nunca teve um relacionamento de verdade?
- Tive sim... - seu olhar ficou vazio. - Quando eu tinha 15 anos, namorei uma menina que não estudava aqui, só eu tinha sentimentos naquele relacionamento, mas no início eu não sabia, várias pessoas tentaram me avisar, mas eu não ouvia. - ele suspirou. - E então eu percebi isso sozinho, doeu no começo, mas pra mim estava bom, ela parecia pelo menos gostar de mim... E então, um dia eu perguntei pra ela onde ela estava, e ela disse "em casa e você?", e eu disse que estava numa festa de um amigo, a qual eu sabia que ela tinha sido convidada, ela ia comigo, mas no mesmo dia furou, dizendo que estava mal, e quando eu estava rodando pela festa, sem ter o que fazer, lá estava ela, quase engolindo a cabeça de um garoto qualquer... A dor foi enorme... Desde então eu me tranquei, pra não sofrer... - seus olhos estavam marejados. - Eu sentia ela pisando em cada pedaço do meu coração... Doeu por meses, eu chorava muito, todos diziam "eu te entendo", mas cada um tem sua dor, e ninguém entendia a minha dor... Eu me joguei naquele namoro, eu achei que namoros eram iguais os da TV, então eu notei que não, que relacionamentos só fodem com nossos piscicologicos, relacionamentos só existem para pessoas idiotas! Que acreditam num final feliz!
- Então eu sou idiota?
- Você acredita que existe um final feliz para todos?
- Acredito!
- Não existe! Seus pais são separados! Sua mãe teve um relacionamento péssimos com aquele cara lá...
- É, por que eles não acharam a pessoa certa! Cada um tem a sua "cara metade", até mesmo aqueles com o coração mais gelado... - sorri levantando seu rosto, seus olhos estavam marejados.
- Não! Não existe essa coisa de "cara metade", a gente só se fode procurando essa porra! Eu não quero mais sofrer porra! Por isso eu pego todas, pego quinze por dia e não me importo com essas porras de sentimentos, por que essas merdas só machucam a gente!
- Não Ross! Se você se fodeu uma vez, você não pode desistir! Você não pode continuar assim pelo resto da sua vida! Você não vai ter dezoito anos para sempre! Uma hora você vai cansar, vai olhar para trás e pensar "por que eu não procurei uma mulher que me amasse?", por que você vai estar sozinho, amargurado, sem nenhuma vadia pra te satisfazer, por que você será velho demais! Quando você for mais velho, você não vai querer transar, você vai querer uma mulher para estar ao seu lado, de mãos dadas, assistindo a um programa qualquer... Você não vai ter mais fôlego para transar! Pensa nisso ok?
Ele olhou para o lado, e deixou seu olhar ali...
Suas bochechas começaram a brilhar e ficaram molhadas, por grossas lágrimas que corriam de seus olhos.
- Ei, eu não disse por mal... Desculpe... - enxuguei suas lágrimas. - Eu não sabia que...
- Não é isso! Eu sei que eu não vou ter vadias para foder pra sempre, eu só fico tentando me convencer de tudo o que eu te disse! Eu não preciso de ninguém, ter alguém não é bom! Mas no fundo, eu sei que preciso de alguém...
Ele ficou quieto, mas ainda deixou algumas lágrimas rolarem.
Ross Lynch chorando na minha frente... Novidade em?
- Não fala pra ninguém sobre isso tá?
- Claro que não! Zíper! - fingi passar um zíper na minha boca e ele riu da minha tolice. - Enfim... Você tem alguém em mente que não quebre seu coração?
- Tenho... - ele sorriu. - Ela é marrenta e chata, não concorda comigo em quase nada, mas eu gosto dela sabe... - aquilo doeu, e se não fosse eu? Calma, não era isso que eu queria? Que ele ficasse longe de mim?
- Ah... E qual o nome dela...
- Niina, eu ainda não sei ao certo o que eu sinto por você... É confuso... Eu me sinto bobo perto de você, não sei o que falar e acabo agindo como um idiota... E você tem o Riker...
- É...
- Desculpe por isso...
- Descul... - ele me beijou, não deu tempo nem de eu pensar, seus lábios colaram nos meus, seu hálito de pasta de menta e Coca-Cola...
O beijo não passou disso, mas me fez ficar boba e bamba...
Assim que ele descolou nossos lábios, ele se levantou sem falar nada e saiu...
Fiquei ali, apoiada numa mão, olhando pro nada.
Eu não posso sentir nada por ele! Apesar de agora saber que ele tem sentimentos, eu não posso! Meus pais conhecem sua faminha e não acham nada legal!
Claro que não, eu não sinto nada por ele!
Me levantei também, tirei as folhas da calça e sai dali.
Procurei Lilly por toda a escola, mas nada, fui para o estacionamento digitando uma mensagem pra ela, enviei e coloquei o celular no bolso, olhando para cima, pra não esbarrar com ninguém, foi a pior coisa que eu fiz, tinha um casal se beijando, encostado no meu carro.
Assim que cheguei mais perto os reconheci, Riker e Lilly.
As lágrimas se formaram, eu não conseguia falar nada, queria correr e gritar, mas eu simplesmente não me mexia.
Você também fez isso com ele! Você também beijou outro!
Minha consciência teimava em falar.
Droga!
- Lilly? - perguntei com a voz embargada.
Eles se descolaram, Riker me olhou assustado, os dois começaram a dizer um monte de "desculpas" sem parar, o que me fez dar uma risadinha. - Chega... - enxuguei as lágrimas. - Parem de falar desculpas! Que ódio!
- Desculpa Niina, foi mais...
- Chega cacete! - explodi. - Riker, você errou em não terminar comigo antes de beijar minha irmã, mas eu te entendo, você gosta dela, não de mim... E eu... An...
- Desculpa Niina, é sério, eu queria ter falado com você antes mas...
- Chega Riker... Eu te entendo... Não precisa ficar assim... - sorri triste. - Só... Toma conta da Lilly tá? Felicidades. - sorri.
Peguei a chave do carro e entrei.
Que legal, tudo o que eu mais precisava!
Sai dali o mais rápido que eu consegui, mas não cheguei muito longe, tive que parar na frente de uma loja de música qualquer...
As lágrimas encharcavam meus olhos.
Eu estava gostando do Riker, com sentimentos confusos pelo Ross, quase fui estuprada... Parece que quando as coisas são para acontecer, acontecem parecendo uma avalanche.
Levam todas as estruturas das pessoas.
Eu beijei Ross, Riker está com a minha irmã, Jake ainda está para ser julgado, minha mãe mal para em casa, eu mal vejo meu pai, tenho tudo do bom e do melhor, mas não era isso o que eu queria.
Preferia mil vezes meus país estarem juntos, ralando para ter algum dinheiro, não separados e ambos com dinheiro pra emprestar e pagar qualquer coisa até o fim da vida.
Ouvi batidas no vidro, dei um pulo de susto achando que era algum ladrão ou algo assim.
Enxuguei as lágrimas e olhei para o vidro.
- RYDEL! - gritei feliz.
Abri a porta e a puxei pra dentro.
- Chorando de novo dona Niina?
- Ah... Riker terminou comigo...
- Ah não fica assim, ele é um idiota, não te merece. - ela brincou me abraçando.
- Não! - ri. - Não vamos fazer isso parecer um filme! Por favor!
- Ok. - ela também riu. - Ei, você vai no jogo de hoje?
- Acho que sim... Eu não sei.
- Vamos!!! O Rocky chamou a sua amiga... Qual o nome dela mesmo?
- A Maluh?
- É... Essa mesmo! Eu achei que o Riker ia te chamar, mas vocês terminaram.
- Ele deve ter chamado a Lilly.
- E eu estou te chamando.
- Ross já tinha me chamado... - ela deu um sorriso sapeca. - Lilly e Maluh iam me arrastar para lá.
- Ross te chamou?
- É, ele perguntou se eu ia e depois perguntou se eu não queria ir...
- Ele tá gamadão em você!
- Não sonha Rydel! Por favor!
- Ok... Não tá mais aqui quem falou! - ela levantou as mãos em sinal de rendição.
- O que você tava fazendo nessa loja?
- Dia oito é aniversário do Riker, e eu estava andando por aqui de boa, quando vi algumas coisas que ele está querendo faz tempo... Você vai no aniversário dele?
- Sei lá, não sabia até agora!
- Meu Deus! Então claro que você vai, vai ser numa balada topa?
- Ainda tenho dezessete Rydel.
- Verdade... - ela fez careta. - A gente dá um jeito! - ela riu.
- Espero que não esteja pensando em identidade falsa!
- Não, é só seus pais assinarem um negócio lá te autorizando a entrar, e também é só um aniversário!
- Tá né... - ri. - Me ajuda a comprar algo pra ele?
- Ajudo...
Saímos do carro e entramos na loja de música, foi difícil achar algo, mas Rydel me ajudou, comprei um novo violão pra mim, por que graças a cachorra da minha tia, o meu foi por água a baixo!
Colocamos tudo no bando de passageiros e fomos embora.
- Vamos fazer tarde das meninas? - perguntei.
- Vamos!! - Rydel disse batendo palmas, o que me fez rir.
- Vou ligar pra Lilly e pra Maluh, pode deixar suas coisas no meu quarto ou aqui sei lá... - peguei o celular e liguei pras duas que confirmaram.
Eu e Rydel arrumamos as coisas, pegamos chocolates e salgadinhos nos armários e colocamos um monte de Coca-Colas na geladeira.
(...)
Eu terminei de me trocar, uma roupa quente, por que o frio já está começando.
@NiinaSmith "Tem coisas que só o tempo trás... E tem coisas que só o tempo leva... #FutebolGame #Sono".
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@luke__200 "Fiufiu".
@Rosslynchr5 "Fiufiu".
@Gabi22 "Niiiiiiiina minha linda tá gata em?".
Desci correndo, encontrei Lilly e Maluh jogadas no sofá, já prontas e Rydel entrando pela porta, ela fora em casa se trocar, já que vamos todas juntas.
- Vamos ET's? - perguntei parando no último degrau.
- Vamos sim Buldogue! - Lilly riu e eu bati nela.
- Tchau mãe! Já estamos indo! - eu disse na porta da cozinha.
- SE CUIDEM! - ela gritou e rimos.
Lilly foi dirigindo.
A tarde das meninas serviu para me animar, Lilly e Maluh faltam jogar fogos pro ar de tão felizeses, mas não as culpo.
Fomos cantando as musicas que passavam na radio e tagarelando sobre qualquer coisa.
"Já tá vindo Niina?
xxRoss"
"Já sim! Estamos perto... Por que?
xxNiina"
"Nada não... :) vou marcar um gol pra você tá?"
"Duvido... Mas ok! Tchau chegamos"
"Vem aqui no vestiário?"
"Não! Tchau!"
"Então eu vou ai!"
"Não!"
"Sim"
"Não!"
"Sim!"
"Podemos ficar a noite toda nessa e eu não irei me cansar!"
"Então vem logo aqui!"
Eu ri, por que ele quer que eu vá lá?
Ele continuou mandando mensagens, mas eu ignorei, por que mesmo de repente eu fiquei toda feliz? Com as pernas bambas e o coração acelerado? Não tem lógica!!
- Meu Deus Niina, tira o som desse celular! - Lilly reclamou.
Olhei as mensagens, era um monte de "por favor!", ri e disse que iria.
Lilly estacionou e eu saltei do carro.
- Já venho! - eu disse sem olhá-las, fui correndo para os vestiários.
- Oi. - Ross disse quando cheguei ali perto.
- Oi! - sorri.
- Você tá mesmo pegando ela? Parabéns cara! E a próxima é quem? A irmã dela? - Scott apareceu do nada.
- Que? Você disse que estava me pegando? - perguntei nervosa.
- Não o Scott... - ele tentou falar.
- Falou sim Niina, ele falou várias coisas sobre você...
- Foi por isso que você me chamou? Pra confirmar que estava me pegando? Pois escute bem Scott, ele não me pegou! E nunca vai me pegar! - eu disse com raiva. - Eu pensei que você tivesse mudado, mas ainda é o mesmo babaca de sempre! Seu idiota!
- Niina, não é isso...
Sai pisando fundo dali, que ódio! Ele só falou aquilo tudo sobre relacionamentos pra u pensar que ele tinha sentimentos? Foi tudo uma armação mesmo? Que ódio! Que raiva dele!
As lágrimas de raiva rolavam soltas, as enxuguei com brutalidade.
Cheguei a arquibancada quase a derrubando com meus passos pesados.
- Meu Deus, tem um touro aqui! - Lilly brincou e lhe lancei um olhar raivoso.
- É, olha que lindo, você está com uma blusa vermelha, que tal o touro te atacar? - perguntei sarcástica.
Todos ficaram quietos me olhando, com pena nos olhos.
- Tirem esses olhares de pena sobre mim! Odeio quando me olham assim! - eu disse com raiva.
Eles ficaram mais quietos ainda, olharam para o campo, sem voltar os olhares para mim.
- Tudo bem Niina? - Rydel perguntou.
- Não! Eu vou matar seu irmão!
- Qual deles?
- Ross. - apontei pra ele que entrava com um sorriso presunçoso no campo.
- O que ele fez?
- Depois te conto.
- Lembra que se descobrirem que você quem matou ele, você vai presa.
- Melhor presa e feliz por ele ter morrido do que amargurada por ainda ter que vê-lo!
- Tá bom... - ela disse contrariada.
Eu não prestei atenção no jogo, eu estava com muita raiva, mas foi passando.
Ryland estava gravando tudo, ele gravou o Ross mandando um beijo pra mim depois de faser um gol e ainda gritou "esse é pra você Niina", eu revirei os olhos e Rylan veio me filmar, eu escondi a cara fingindo estar com vergonha, por que eu só estava com raiva mesmo.
Depois do jogo eles quiseram ir no Mc, eu quase não aceitei, mas Lilly me arrastou pra lá.
Fiquei quieta enquanto comia, nem ri de nenhuma piada, por mais engraçada que fosse, eu simplesmente não conseguia.
Pedi pra Lilly para irmos embora, eu estava com cólica.
- Vamos Niina, eu tenho que ir pra casa também... - Maluh disse.
Me despedi de todos com um beijo na bochecha, menos em Ross, nem olhei na cara dele.
Maluh foi tagarelando o caminho até sua casa sobre o Rocky ter chamado ela pra sair.
Pelo menos ela está se dando bem na vida...
Assim que cheguei me enfiei no chuveiro, sai com a toalha enrolada no corpo, cantarolando uma música qualquer, coloquei um pijama quentinho e me joguei na minha cama. Saudades caminha.
Minha noite de sono foi longa, acordei super atrasada, Lilly nem estava mais em casa, e nem minha mãe, suspirei frustada e decidi nem ir na escola, pra que chegar no segundo horário?
Senti meu útero se contrariar, merda de cólica!
Me deitei de novo, mas lembrei de colocar absorvente, que ódio! Odeio ficar menstruada, fico de TPM, brava com qualquer coisinha.
Voltei a deitar e me cobri toda, a cólica as vezes apertava, mas passava.
Foi assim o dia todo, até Lilly chegar dizendo que ia sair, ou seja, vou passar o dia sozinha, de novo.
Peguei meu celular que não parava de apitar, era Ross mandando mil "desculpas" e tentando se explicar, eu fiquei muito puta com ele!
Ignorei as mensagens e tentei voltar a dormir, o que não deu certo.
@NiinaSmith "Quando eu fico brava com alguém, não é sem motivos! #ToPutaMesmo".
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@Gabi22 "Se for por menino, eu juro que mato! Onde já se viu deixar minha princesa brava? Não pode!!"
@Rosslynchr5 "Desculpa... Dá pra você ver minhas mensagens??"
@MaluhMark "Não veio na escola... Que feio! Hahahaha".
Peguei meu edredom, meu celular é um prendedor de cabelo e desci.
Liguei a TV e fiquei vendo um filme meloso, o que me fez dar uma choradinha, nada demais.
Ouvi a campainha tocar, podia ser alguém importante, mas também podia ser o Ross...
Se eu não atender eu nunca saberei... Levantei a contra gosto, fui me arrastando até a porta, a destranquei e abri.
Ross estava parado ali na minha porta, com um buquê de rosas e uma caixa em forma de coração.