Acordei com meu celular berrando do meu lado, quase que eu não levanto... Cara, como eu odeio levantar cedo!
Tomei um banho mega rápido, me troquei e desci sem correr, por que senão eu dava de cara com o chão, e isso não é legal.
- Bom dia mãe.
- Bom dia. - ela beijou minha testa. - Qual a necessidade de ir com uma blusa que mostra a barriga?
- Pra mostrar que eu não sou gorda. - dei de ombros.
- Sei, sei... - ela riu.
- Mãe, é pro Ross, o loirinho que todo mundo acha que ela odeia, mas na verdade ela ama. - Lilly zoou.
- Claro que não! Eu odeio aquele loiro.
- Uhun... Claro, claro... - ela disse sarcástica.
- Ok meninas, comam logo antes que se atrasem.
- Verdade, vamos Lilly. - a apressei e ela sorriu com um pedaço de torrada na boca.
Saímos correndo, Lilly ainda comia e eu puxava seu braço.
- Vamos sua obesa!
- Ai caralho, isso dói! - ela bateu em mim.
Eu ri e corri para o carro.
- EU DIRIJO! - Lilly fez careta e sentou no banco do passageiro.
Liguei o rádio e ela ficou procurando uma estação boa.
- Chega de mudar caralho.
- Ok, desculpa.
Dei a língua e fomos, logo que chegamos, Maluh veio nos abraçar.
- Você não vive sem a gente né?
- Não mesmo! Eu amo vocês e vocês sabem disso! - demos os braços e entramos na escola.
Foi estranho, foi como se tudo estivesse em câmera lenta, todos os olhos se direcionaram para nós, eu fiquei vermelha, senti minhas bochechas queimarem de tão vermelhas, Lilly deu um sorriso tímido e Maluh quase se enfiou no chão.
- Ok, alguém abduziu o pessoal dessa escola! - eu disse.
- Alguém faz isso voltar ao normal! - Maluh pediu se escondendo atrás da Lilly.
- Puta que pariu, o que rolou de ontem pra hoje?
Ninguém se manifestou, algumas pessoas voltaram a conversar, mas não tiravam os olhos de nós, na verdade era mais de mim mesmo, eu estava vermelha e provavelmente abriria um buraco no chão se eu pudesse.
Fomos quase que correndo para o banheiro.
- Ok, isso foi muito estranho! Puta que pariu! - Maluh disse sentando na pia.
- Verdade, você quase abriu um buraco no chão! - Lilly riu.
- Ué, os garotos ficaram nos olhando, eu fiquei com vergonha.
- O que aconteceu? Será que eles foram abduzidos e os trocaram por pessoas estranhas? Ai meu Deus! - eu disse dramática.
- Nossa, como você é dramática. - Lilly me bateu.
- Ok, temos quinze minutos para pegar nossas coisas e correr pra sala. - Maluh disse guardando o celular.
- Merda!
Saímos correndo para nossos armários, que são meio longe um do outro, mas ok, quando abri um papel caiu, só estava escrito "Para Niina", deixei para ler depois.
Peguei meus cadernos e tal e corri para a sala, encontrei Lilly e Maluh e sentei perto delas, aula de Redação, então de boa sentar onde você quiser.
- Que papel é esse Niina?
- An?
- Esse, tonta! - Lilly puxou da minha mão. - Para Niina. - ela fez careta. - Só isso?
- Ué, deve ter algo dentro né débil mental?
- É... - ela deu de ombros e já ia abrir.
- É meu e eu abro, dá licença. - puxei da sua mão.
Coloquei ele dentro do meu caderno, quando a aula estiver chata o bastante eu leio.
A professora começou a aula, ela pediu os textos que ela mandou fazer na última aula, depois passou a matéria da prova, ai Deus, só mais uma semana e depois provas.
Anotei e ela começou a rever a matéria, e eu como sei tudo, só que não, abri a carta.
Li tudo com atenção, já começou engraçada com um "Não faço a menor ideia de como se começa uma carta", depois ele falou o quanto me conhece, que conhece minhas manias que nem eu mesma sabia que eu tinha.
"Não faço a menor ideia de como se começa uma carta... Mas estou tentando, está vendo?
Você pediu para um ser um "garoto certo" e eu estou tentando, por você Niina.
Eu jamais, em hipótese alguma escreveria uma carta para uma garota, nem pra uma namorada eu já fiz isso, ok, só tive duas namoradas na minha vida toda, mas não importa.
Enfim...
Sabe o que eu mais gosto em você? Quando você fica nervosa e começa a morder o lábios, você não sabe o quanto você fica sexy assim! Ou quando você faz um coque pra beber água, seu perfume invade toda a escola, puta que pariu, to me achando muito gay falando umas coisas dessas.
Mas enfim... Você também fica linda quando está anotando a matéria no caderno, ou quando você dá de ombros ou revira os olhos, ok, tenho que admitir, você fica linda de qualquer jeito.
Eu to quase desistindo disso, com certeza você me achar um gay do cacete quando ler isso.
Você quem pediu em?
Você conhece o Scott né? Ou Nathan? Ou o Luighe? Então, esses caras também estão afim de você, eles estão espalhando pela escola toda o quanto você é linda, sexy e gostosa, toma cuidado para não ser estuprada qualquer hora em?
Acho que é só isso, chega de parecer uma bixa desgovernada.
xxRoss".
Ele até começou bem, mas puta que pariu, que garoto mais doido! Ele mesmo se chama de bixa?! Eu hein...
A aula logo acabou, Lilly e Maluh me puxaram e começaram a gritar pra meio mundo que eu tinha recebido uma carta, até eu contar pra elas o que estava escrito.
- Ok, ele te ama. - Lilly deu de ombros.
- Tu é louca? Ross Lynch não ama ninguém!
- Então, prazer Ninguém. - Maluh apertou minha mão.
- Ha-ha-ha morri de rir. - eu disse sarcástica.
- Mas é Niina, ele te conhece como ninguém, sabe de manias que nem eu sabia que você tinha, esse cara te ama velho! - Lilly disse séria.
- Pelo amor de Deus, ele não me ama, a única coisa que ele ama é o carro dele!
- Ok, ok, vamos deixar esse papo de lado, o Riker já te pediu em namoro?
- Não Lilly! - revirei os olhos.
Continuamos conversando, bateu o sinal e cada uma foi para sua sala.
(...)
Aula de educação física é um saco!
Eu, Lilly e Maluh estávamos falando sobre o quão chato é o nosso professor de matemática, reclamando das lições e tal...
- O Sr. Thompson já falou com todas as salas sobre o filme?
- Não sei, mas a Britney e a Larissa já estão falando pra todo mundo que vão ficar com o Ross. - fiz careta.
- Putas... - Maluh disse simples.
- Verdade. - concordei.
- Enfim, vamos logo antes que o professor arranque nossos rins.
- Nossa, não pode ser outro órgão?
- Não, vamos logo, eu ainda quero meus dois rins! - Lilly nos puxou.
- VAMOS GAROTAS!! Vocês estão atrasadas! - o professor nos olhou com uma cara feia, mas ele é um gato...
- Desculpe professor. - dei um sorriso angelical e ele assentiu com um pequeno sorriso no canto dos lábios.
Começamos a fazer o aquecimento, logo o professor chamou e montaram dois times, jogaríamos futebol.
- Niina e suas belas pernas. - Nathan disse me escolhendo, dei um sorriso tímido e corei, não sei por que diabos meus olhos correram para Ross, ele estava com a cara fechada e metralhando Nathan.
Me dirigi para trás de uma garota que revirava os olhos, talvez pelo comentário do Nathan.
Minhas bochechas queimavam e isso estava me irritando profundamente.
Arrisquei dar uma olhada para Ross, ele me encarava com um sorriso de canto.
Voltei o olhar para meus pés rapidamente, mas eu ainda sentia seu olhar em mim, o que estava me encomodando um pouco.
Terminaram de tirar os times, Maluh ficou comigo, ficamos as duas perto da grade, longe da bola, por dois motivos; não sabemos jogar e machuca.
Simples.
- Não vão jogar meninas? - Lynch disse atrás de mim.
Maluh sorriu, negou e saiu de perto.
- O que você quer Lynch?
- Você... - ele mordeu os lábios, claro foi sexy, mais ele nunca saberá disso.
- Pois não chore quando eu te disser... Você nunca me terá!
- Irei usar uma frase do Justin Bieber, "Nunca diga nunca é continue acreditando, que um dia seus sonhos se realizam".
- Ele não disse exatamente isso, mas enfim...
- Eu dei uma mudada para usar seus dois bordões e ele já disse para nunca desistir de seus sonhos então...
- O papo não era ele! - ri de leve.
- O papo era você e eu né?
- Não existe você e eu! Existe Niina e bem longe dela o Ross.
- Por que Niina?
- Por que eu não te suporto e por que você tem um monte de vadias abrindo as pernas pra você ali. - eu disse apontando para umas garotas que o comiam com os olhos.
- Ciúmes? - ele me olhou com uma sobrancelha arqueada.
- Nojo. - dei de ombros.
- Não precisa ter, elas são muito arrombadas, não tem graça.
- E você quer algo mais, desafiante?
- Mais ou menos.
- Então desista de mim.
- Por que?
- Por que eu sou um grande desafio.
- Meu irmão saiu com você. - ele jogou.
- É... Saiu... Mas você não sabe por que... - sorri.
- Não preciso fazer igual a ele, eu farei melhor, não precisa terminar com ele só por que eu fico te mandando presentes, quando nós ficarmos sérios, - ele disse me prendendo pela cintura. - Ai você termina. - ele me olhava profundamente.
Naquela proximidade toda, eu pude ver seu rosto, aquela boca tão chamativa, que eu já tinha encostado, ao mesmo tempo que tudo ali era chamativo é muito convidativo, eu devia abominar e ter nojo, devia empurrá-lo e ficar longe, mas era difícil.
- Me solta. - eu disse num fio de voz.
- Por que? - ele sussurrou.
- Tenho que ir pra aula... Senão o professor...
- Eu me resolvo com ele depois. - ele disse sorrindo.
- Não... Eu... - nossas bocas estavam muito próximas, o que dificultava pra mim respirar ou pensar. - Me solta... - disse num súbito lampejo de sanidade.
O empurrei para longe e sai dali.
Olhei de rabo de olho e ele me encarava sem entender, com cara de confuso e ainda encostado na grade.
Corri para o outro lado da quadra, sempre que ele vinha pra cima eu corria pra longe.
Estávamos brincando de gato e rato.
Que comparação idiota Niina!
O professor deu a aula por encerrada, corri para o vestiário.
Lilly se arrumou super rápido e saiu, estranhei, mas ok.
Maluh também não me esperou, elas estão aprontando!
Terminei de me arrumar e fui pro armário pegar umas coisas.
- Lilly deveria ter me esperado droga! - eu disse pra mim mesma.
- Falando sozinha senhorita?
Revirei os olhos.
- Que é Scott?
- Não se pode mais falar com uma garota bonita?
- Pode, mas eu passo dos limites de beleza, então, comigo só falam pessoas do meu nível. - o medi de cima a baixo. - E você está bem, bem, bem embaixo desse nível. - sorri sarcástica e ele bufou.
- Qual é Niina, ninguém disse não para o Scott aqui...
- Primeiro que falar de si mesmo na terceira pessoa já saiu de moda, segundo, sempre tem uma primeira vez para tudo e terceiro, eu tenho namorado. - pisquei e sai dali.
Ouvi ele vir atrás de mim, ele veio me chamando e eu o ignorando.
- Sai de perto dela Scott! - ouvi uma segunda voz.
- Por que Lynch? Também a quer? A gente divide.
- Ela não é um pedaço de algo que podemos repartir. - ele disse bravo.
- Como não? Todas as garotas são. - minha mão coçou para ir de encontro à sua face.
- Talvez, todas dessa escola, mas tem suas exceções, Niina faz parte dela. - Ross disse simples. - Ela não deve ser tratada igual as outras vadias dessa escola, deve ser tratada direito.
Quase aplaudi Ross ali mesmo, mas me segurei.
- Ah é? Então você é o namoradinho dela? - Scott perguntou bravo.
- Não...
- Então quem é o veado?
- Não o chame de veado Scott! - bati em seu braço.
- Quem vai me obrigar a não chamá-lo de veado?
Dei um tapa em seu rosto.
- Veado é você, por que você precisa pegar vadias pra provar sua masculinidade, meu namorado não precisa fazer isso, por que ele é homem o suficiente para ter uma namorada e ser fiel a ela! - sai dali o deixando atordoado e vermelho de raiva com a mão no rosto.
Fui até o estacionamento, Riker estava conversado com a Lilly, os dois estavam rindo de algo.
Puta merda, vou ou não?
Decidi esperar eles terminarem o assunto e então eu ia embora.
Eu tinha até esquecido de Riker vinha me buscar... Eu não estava morrendo de saudades dele por que eu não o via direito, mas tinha uma saudadezinha dentro de mim.
Eles estavam sorrindo um para o outro, então constatei que Riker também gosta da Lilly.
- Meu irmão te trocou? - Ross perguntou sentando no banco em que eu estava.
- Não... Eles só estão conversando. - dei de ombros.
- Eles estão sorrindo demais...
- Talvez...
- Vai ficar aqui esperando meu irmão ter o cavalheirismo de lembrar de você ou quer que eu te de uma carona?
- Vou esperar. - eu disse sem pensar.
- Ah, qual é, eles vão ficar horas conversando, você vai mofar aqui?
- Prefiro do que andar com você, vai saber o que você quer comigo...
- Nenhuma garota andou no meu carro tá? E eu acabei de brigar com o Scott por que você não é um objeto, te dei flores, uma carta, já estou tentando te dar carona, o que mais você quer? Uma lancha? Um avião particular? Um castelo? - ele explodiu.
- Só quero que você fique longe de mim! Eu estou com o Riker!
- Qual é Niina, ele tem 23 anos! Você só tem 18!
- Idade não define maturidade! Se eu quiser ficar com um cara de 50 anos eu fico! A vida é minha.
- Pode ser Niina, mas tá vendo os sorrisos daqueles dois? As risadas e como um olha para o outro? Ali, minha querida. - não gostei como ele disse isso. - Está rolando a tal "paixão". - talvez ele esteja certo.
- É, talvez esteja, mas isso não muda em nada em relação a mim e você.
- Qual é, Riker logo logo termina com você pra ficar com a Lilly.
- E eu não vou morrer por causa disso! Seguirei em frente, não preciso de um garoto para viver.
Ele bufou.
- Pode ir Lynch, sei que você não quer me fazer companhia.
- Quero, mas queria que você não fosse essa Niina fechada e chata, você é bem mais legal fora da escola.
- Não, eu sou igual, você é diferente.
Ficamos quietos.
- Quem cala consente... - o provoquei.
Ele revirou os olhos e cruzou os braços.
- Ok, eu quero ir embora. - eu disse derrotada, ficar ali sentada olhando minha irmã e Riker conversando não estava sendo das melhores.
- Vamos senhorita. - ele levantou e esticou a mão para que eu a segurasse, assim o fiz.
Ele me guiou até o carro, só quando ele soltou minha mão que eu percebi, ESTÁVAMOS DE MÃOS DADAS!
Fiquei vermelha na hora, o que fez ele dar uma risada.
Ele abriu a porta pra mim e depois ocupou seu lugar.
Mandei uma mensagem pra minha mãe perguntando se ela estava em casa e se tinha comida, ela disse não para os dois.
- Vamos pra sua casa? Minha casa? Ou outro lugar?
- Não tem comida na minha casa, pode me deixar num restaurante perto do condomínio por favor.
Ele assentiu e dirigiu até o restaurante.
Sai e me surpreendi com ele saindo junto.
- Vou almoçar com você, pode?
Dei de ombros e sorri discretamente.
Entrei e fui me servir, era um restaurante self-service.
Procurei uma mesa mais escondida, mas não achei.
Peguei uma mesa do lado de um cara meio gordo e tinha uma barba suja.
Fiquei com medo do olhar que ele me lançou, mas assim que Ross se aproximou ele virou o rosto.
- Esse cara estava mesmo te olhando?
- Qual é, sou linda demais.
- Aposto que você estava com medo.
- Talvez...
- Hoje você está me respondendo tudo com "talvez".
- Talvez. - o sacaneei.
Ele revirou os olhos e riu.
- E então...
- É... - estávamos sem assunto e não é legal.
- O que você vai fazer depois?
- Vou pra casa, fazer umas lições e depois eu vou ver o Riker.
- Então você vai lá em casa?
- Acho que vou pedir pro Riker irmos na sorveteria sei lá... - dei de ombros. - E você?
- Te encher o saco até a sua casa, depois ficar te enchendo no WhatsApp e quem sabe mais tarde eu não te vejo?
- Me ame menos Ross, esse amor todo está me sufocando.
- Talvez eu te ame, mas não dá para amar menos, é meio impossível.
- É verdade, eu sou linda demais.
- E muito convencida.
- Depois de três jogares da escola, os mais populares, darem em cima de mim a gente acaba ficando assim né? - ri.
- Três?
- Você, Nathan e Scott. - dei de ombros.
- Sua lista tá bem grande não acha?
- Talvez...
- Essa palavra não deveria existir na face da Terra!
- Talvez...
- Como você é chata Niina!
- Talvez... - ri.
- Então, talvez eu te dê um beijo e talvez você goste, talvez você não me bata e me agarre pra mais um beijo... To começando a curtir o talvez.
- Não existe talvez você pra isso, é certeza.
- Certeza que eu vou te dar um beijo, certeza que você vai gostar, certeza que ao invés de um tapa você vai me puxar para outra beijo?
- NÃO! - gritei desesperada, ele riu. - Não! Meu Deus! Não!!!
Ele estava vermelho de tanto rir.
- É certeza que você vai me beijar, eu não vou gostar, e vou te dar um tapa sim!
- Prefiro a minha versão.
- É, mas eu não!
Ficamos conversando sobre asneiras até umas 14h, depois cada um pagou a sua conta, o que foi uma bela briga por que eu queria pagar a minha e ele não queria que eu pagasse.
No fim eu disse não era um encontro então eu tinha que pagar minha parte, fiquei com dó do caixa, ele ficou todo confuso depois da nossa briga.
Ross ficou calado depois que eu disse que aquilo não era um encontro e que eu ainda estava com o Riker.
Ele dirigiu o mais rápido que pode para minha casa.
- Obrigada, foi divertido o almoço.
Ele só assentiu e eu fui dar um beijo na sua bochecha, mas ele virou o rosto.
Sorri triste e sai do carro, entrei em casa, dei uma olhada pela janela e Ross já tinha ido.
Por que mesmo que eu fiquei triste?
Corri para meu quarto, coloquei a mochila na cama e peguei o celular, tinha um monte de mensagens do Riker.
"Cade você Niina??"
"To em casa, você tava conversando com a Lilly e não quis atrapalhar vocês... Ross me viu e perguntou se eu não queria carona, aceitei e to em casa...."
"Ok... Mais tarde tem como a gente se ver??"
"Vamos na sorveteria??"
"Pode ser"
"Ok! As 18h?"
"Ok"
"Tchau, vou fazer lição."
"Tchau."
Desliguei o celular e fui fazer a lição.
@NiinaSmith "#PartiuLição".
♥ 1004
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@Rikerlynchr5 "Que lida, estudiosa hahaha".
@MaluhMark "Niina estudiosa hahahaha dessa eu morri".
(...)
Ross não ficou me enchendo o saco no whatsapp como ele disse que ia fazer, e isso por algum motivo eu fiquei chateada e triste.
Quando Lilly chegou, eu queria zoar com ela, mas eu não estava com cabeça, então fiquei quieta e ela veio fazer lição comigo.
Agora cá estou eu, deitada no sofá esperando o Riker.
- Mil desculpas Niina, eu não sabia que você estava lá!
- Já entendi Lilly! Que saco!
- Ok, desculpa.
- Mas eu acho que ele gosta de você...
- Sério? - ela perguntou com os olhos brilhando.
- Sim! Ele sorrindo toda hora pra você e rindo de qualquer asneira que você falava.
Os olhos dela brilharam de esperança.
- Não termine com ele! Por favor!
- Por que?
- Por que eu quero você feliz!
- Mas eu estarei feliz vendo você feliz!
- Tá... - ela revirou os olhos.
A campainha tocou e fui abrir.
- Oi. - ele me deu um selinho. - Oi Lilly.
- E aí Riker? - ela deu tchauzinho com a mão.
- Vamos? - ele assentiu e me deu a mão.
Fomos andando um tempo em silêncio.
- O que você acha da Lilly?
- O que?
- O que você acha da Lilly?
- Ah... Ela é inteligente, é engraçada...
- O que mais??
- Ela é bonita, divertida... Mas por que da pergunta?
- Por que... Ah... Por que eu vi vocês hoje, e eu percebi umas... Coisinhas... Os olhares de vocês, os sorrisos...
- Não Niina, nada disso...
- Ei, calma, não estou brigando nem nada, só estou comentando, você está livre para terminar comigo e ficar com a Lilly.
- Não fuma mais Niina, por favor!
Dei a língua e ri.
- Eu não fumo ok?
- Hm...
Fomos conversando sobre qualquer ameninadade até a sorveteria.
