terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Capítulo 14 - Memories...

Aquele tempo com Ross me fez sentir que estávamos nas nuvens, ele tem sim um coração, e aí de quem falar o contrário!
Quando deu 21h fomos embora, ele me deixou em casa e foi.
Tomei um banho bem rapidinho, as 21h já era pra estarmos na tal balada.
Meu pai não estava em casa, tinha um bilhete avisando que ele saiu.
Fui escolher a minha roupa, Lilly mandou mensagem falando pra mim pegar a minha autorização.
Peguei na cozinha, a dela não estava ali, deve ter pego já.
Ouvi a buzina do carro do Ross, peguei meu celular e a autorização, tranquei a porta e entrei no carro.
- Quer mesmo ir? Ou quer ficar em casa?
- Vamos Ross, eu to bem, espero que não tenha nenhuma garota dando em cima de você.
- Vai ter algumas, mas não se importe, elas são uns nadas pra mim!
- Que bom! - coloquei minha mão em sua nuca e ele sorriu.
Fomos o caminho todo assim, no silêncio, mas foi gostoso.
O segurança ficou desconfiado sobre a minha autorização, Riker apareceu na porta, e com a "autorização" dele entramos, já que Ross também era de menor.
Entramos e fomos cumprimentar os outros convidados do Riker.
Ross me apresentou para umas primas que estavam com roupas curtíssimas, dava para ver até o útero delas.
Abaixei minha saia com medo de que eu estivesse parecida com elas.
- Você está ótima Niina, para de puxar a saia! - Ross sussurrou pra mim.
Me sentei num sofá meio distante da música alta.
- Você não queria ter vindo né?
- Ross, você está me enchendo o saco já! Você me perguntou isso quatro vezes! Eu queria estar aqui sim, só não estou acostumada com tudo isso...
- Tudo bem então... - ele se sentou. - Quer beber alguma coisa?
- Ross pelo amor né? Eu to bem, se eu quiser algo eu te peço.
- Então tá... - ele disse e ficou quieto.
Meus olhos correram por todo o lugar, pessoas dançando, vadias se esfregando nos caras, pessoas vomitado de tanto que beberam, casais se pegando nos cantos.
Eu estava me sentindo deslocada ali, todas as meninas estavam de roupa colada, de coro, curta, com saltos enormes, e eu de sapatilha, as meninas com maquiagens fortes, roupas pretas...
- To me sentindo meio deslocada... - eu quase gritei para Ross ouvir.
- Você está linda Niina! - ele me beijou.
Nosso beijo foi ficando quente, suas mãos passeavam por meu corpo, fui chegando mais perto nele, ele puxou minha coxa para o outro lado de suas pernas, fiquei sentada em cima dele, minhas mãos estavam bagunçando seu cabelo.
Suas mãos subiram pelas minhas coxas até minha bunda, ele a apertou e eu voltei a realidade.
- Não... - quebrei o beijo. - Ross... Não...
- Por que Niina?
- Ross... Eu ainda não estou pronta... Eu...
- Tá. - ele me tirou de cima dele e saiu.
Fui atrás dele, aquilo estava me lembrando meu sonho, não podia deixar ele me trair, seria o fim do mundo.
- Ross, calma, ei... - puxei seu braço.
- Só vou pegar algo pra beber! - ele sorriu.
Respirei fundo, aliviada, meu Deus.
Fui junto, peguei uma Coca, já que eu ainda não posso beber.
Voltamos pro sofá, não passamos de amassos, sei que logo logo ele vai se cansar disso, mas por enquanto eu ainda estou com o pé atrás com ele, apesar de ele ter falado que me ama, estar fofo, diferente... Enfim... Eu ainda tenho meu pé atrás.
Uns minutos ali e Rydel veio toda risonha pra cima de mim.
- NIINA! - ela gritou no meu ouvido.
- Ry…
- VEM DANÇAR! - aposto que ela já havia ingerido uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, pelo simples fato de estar rindo das paredes e dizendo “oi” até para um desconhecido.
- Rydel, ai, ai, para! Rydel! - puxei meu pulso, ela estava apertando para não me perder.
- Vamos Niina! Estão todos dançando!
- Calma! Você está me machucando.
- Tá. - ela me soltou e começou a se enfiar no meio do povo, dançando e berrando as músicas.
Tentei chegar perto, mas ali naquele grupinho só tinha ela e suas amigas, as quais me olharam torto, me afastei.
- Voltou por que Niina? - Ross perguntou assim que me sentei ao seu lado.
- As amigas da sua irmã me dão medo… - eu disse e deitei a cabeça em seu ombro.
- Aqui tá muito tédio Niina, vamos dançar, beber alguma coisa sei lá...
- Que horas vão cantar o parabéns? - perguntei me levantando.
- Não sei, vamos falar com o Riker... - foi atrás do loiro, ele estava sentado numa banqueta, rindo com a Lilly, provavelmente ela estava falando asneira, como sempre.
- Feliz aniversário Riker! - o abracei.
- Que horas vão cantar o parabéns? - Ross foi direto.
- A mãe daqui a pouca chama. - ele eu de ombros.
- Oi Niina! - Sra. Stormie disse me dando um beijo na bochecha.
- Oi Senho... - ela negou. - Stormie... - sorri.
- Vamos cantar o parabéns? Umas primas de vocês já querem ir embora.
Fomos pra perto de uma mesinha que não tinha bolo nenhum, não entendi mas fiquei quieta.
- PARABÉNS PRA VOCÊ! NESSA DATA QUERIDA! - Rydel puxou o coro, ela trazia um bolo enorme em cima de alguma coisa que tinha rodinhas.
Quando terminamos de cantar parabéns, Riker soprou a velinha rindo, e o bolo começou a cantar "Love Me" o cover do R5, lembrei vagamente de Lilly falar sobre isso.
Riker estava rindo, muita palhaçada.
Riker cortou um pedaço do bolo e fez um discurso sobre pra quem ia dar o primeiro pedaço, ele foi todo fofo, obviamente era para Lilly, não dava nem pra fazer suspense.
- Quanto você aposta que é pra Lilly? - Maluh apareceu do além.
- Oi Maluh! - a abracei, me soltando do braço do Ross. - E eu não aposto nada, esses dois ai... - deixei a frase no ar.
Ele deu pra Lilly e depois pra mãe dele, peguei um pedaço e fui sentar com a Lilly e Maluh que estavam todo sorrisos.
Comecei a bocejar, soninho dando seu oizinho.
Me despedi da Maluh, só iria vê-la no outro dia na escola, Lilly eu veria quando chegasse em casa.
Sai dali procurando Ross... Nada... Peguei meu celular e comecei a ligar para ele.
- Merda... Atende o celular Ross!! - gritei sozinha, tirando o celular do ouvido. - Rydel, viu o Ross?
- Ele falou que ia ao banheiro.
- Valeu.
Sai dali indo direto para o banheiro.
O procurei por todos os cantos, avistei uma cabeleira loura beijando uma morena com um vestido que dava para ver até o seu útero.
Não liguei muito, até ouvir a garota gemer "Ross, vamos pra um quarto..."
Ali meu mundo caiu.
- Ross? - perguntei com lágrimas nos olhos.
- Niina? - ele perguntou meio embolando as palavras. - O que você tá fazendo aqui?
- Procurando você!
- Por que?
- Você sumiu do nada! Eu estava te procurando.
- Por que?
- Por que você é meu namorado porra!
- Mas eu não posso te tocar. - ele sorriu malicioso. - E... - ele engoliu balançando a cabeça. - Eu não sou seu namorado.
Verdade, nunca foi feito esse pedido, oficialmente não.
Mas aquelas palavras me machucaram muito!
"Eu não sou seu namorado..."
Como aquilo me machucou.
- Tudo bem então... Se divirta. - eu disse segurando as lágrimas.
Sai correndo, tropeçando nos saltos, assim que cheguei na rua, tirei os saltos e fui andando sozinha pela rua, com os saltos na mão e a bolsa no ombro e as lágrimas escorrendo por minhas bochechas, molhando meu vestido.
Uma luz branca e forte cortou o céu, um raio... Logo depois começou os trovões, merda... Logo a chuva...
Parecia até uma cena clichê de filme, onde o garoto trai a menina, e ele sai correndo para reparar o erro, mas nada disso aconteceu, eu foi o caminho da balada até minha casa chorando e sendo cantada por bêbados.
Abri a porta de casa e entrei toda molhada mesmo, talvez meu pai se assuste achando que é um zumbi, por que eu andava igual a um...
Fechei a porta e subi as escadas fungando, aquela chuva vai me dar um belo resfriado de uns três dias em casa.
Entrei no banheiro, arrancando minha roupa, tomei um banho super rápido, me joguei na cama com o cabelo molhado mesmo, adormeci, não me lembro de nada.
(...)
- NIINA! ABRE ESSA PORTA! - ouvi gritos e batidas na porta.
Cocei os olhos e flashbacks cruzaram minha mente, isso fez minha cabeça doer.
Me levantei da cama xingando Lilly por estar gritando, isso só me dá mais dor de cabeça.
Abri a porta sem nem abrir os olhos direito.
- Para de gritar Lilly! Eu to com dor de cabeça!
Ela ficou me encarando um tempo, provavelmente pela minha cara de zumbi.
- Andou chorando? - ela perguntou óbvia. - O que aconteceu?
- Aquele babaca... Idiota...
- Quem? Ross? Ei... Calma, falando em Ross, por que ontem ele estava chorando lá... E...
- Chorando?
- É... Ele estava bêbado, chorando e toda hora dizendo "como eu sou estupido!".
- Ele é estupido mesmo! - eu disse com raiva.
- O que ele fez?
Suspirei fundo, as lágrimas começaram a se acumular.
- Sabe quando eu fui procurá-lo? Eu o encontrei aos beijos com uma mulher... - parei fechando os olhos, segurando as lágrimas. - Ele disse que não éramos namorados e ele não podia me tocar e...
- FILHO DA PUTA! EU VOU MATA-LO!
Ela saiu correndo, minhas pernas tremiam, então não consegui alcançá-la, quando eu estava no começo da escada ela já estava no carro.
- LILLY VOLTA AQUI! - desci correndo, mesmo minhas pernas doendo muito. - LILLY!
Ela saiu cantando pneu, gritei, mas nada adiantou, segurei a cabeça com as mãos.
- Merda! - entrei correndo tentando ligar pra alguém, a primeira pessoa que me veio na cabeça, Riker.
Digitei seu número rapidamente, no terceiro toque ele atendeu.
- RIKER! - gritei desesperada.
- Calma, que foi?
- A Lilly tá indo atrás do seu irmão e...
- Por que?
- Ele me traiu ontem e eu contei pra ela...
- O QUE? FILHO DA PUTA! - ele gritou. - Tchau Niina, depois a gente se fala.
- NÃO! NÃO DESLI... - ele desligou na minha cara, desesperei, Lilly levou o carro, eu to de pijama... Merda! - MALUH!! - disquei seu número o mais rápido que eu consegui, liguei três vezes e ela não atendeu.
Droga! Droga!!
Lilly não, Riker também não, Rydel muito menos... Rocky deve estar com a Maluh... Que droga! Só tenho que rezar pra que Lilly não mate Ross...
Desisti, joguei o celular no sofá e bufei, passei as mãos pelo cabelo, fechei os olhos e segurei as lágrimas.
Tranquei a porta e me joguei no sofá, agora só me resta rezar.
Liguei a TV e tentei prestar atenção em qualquer coisa que passasse no canal.
Juro que tentei, mas 2h depois eu já estava em cólicas, Lilly não respondia minhas mensagens, Riker muito menos, ninguém atendia o celular ou o telefone de casa, isso estava me preocupando imensamente.
Ouvi o barulho de pneu de carro, meu coração bateu mais rápido...
Ouvi a chave rodar, Lilly.
- Sabe onde aquele filho da puta estava? Escrevendo uma música! ESCREVENDO A PORRA DE UMA MÚSICA! - ela gritou. - Eu tentei bater nele, tentei matá-lo mas sabe o que o filho da puta fez? Começou a chorar! Puta que pariu! Riker tá até agora dando sermão nele!
Meu coração perdeu um pulo, não sei ao certo por que, talvez por ele estar escrevendo uma música, talvez por ele estar chorando, talvez por ele não estar morto...
Abracei Lilly sem pensar muito, ela devolveu o abraço, passando a mão no meu cabelo, me consolando.
Comecei a chorar, talvez tudo que eu não tenha chorado ontem, Lilly me levou pra dentro e trancou a porta.
- Pode chorar, pode xinga-lo... Aqui você está livre de julgamentos. - ela sorriu, ri de leve.
Respirei fundo e voltei a chorar, chorei de soluçar.
Sei que Lilly sempre, sempre vai me apoiar, em tudo, mesmo se o cara for o Justin Bieber, ela vai xinga-lo só para me ver feliz.
Acho que passei horas chorando, Lilly ficou quieta, apenas afagando meu cabelo.
Quando o choro sessou, Lilly foi fazer algo pra comermos, eu estava com dor de cabeça e tonta de fome, passava algum filme de comédia na TV, do Adam Sandler, o cara que mais me faz rir no mundo, mas nem isso me animava...
Fiquei deitada, olhando a TV com desdém, meus pensamentos voaram a lugares escondidos do meu coração, lugares que eu havia me proibido de pensar desde ontem.
- É sério Ross, deixa eu prestar atenção na aula! - eu disse em meio aos risos abafados.
- Por que? Eu sou ótimo em Inglês... - ele disse colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.
- Uhun... Conta outra piada por que essa não teve graça Lynch.
- Você e essa mania de me chamar de Lynch... - ele revirou os olhos.
- O casal ai tem algo para dividir com a turma? - o professor de Inglês perguntou bravo.
- Não prof...
- Sim senhor, sua aula é um porre, e tem muita coisa escrita errada na lousa! - Ross disse em deboche.
O professor se virou para conferir a lousa, Ross fez duas bolinhas de papel e jogou nas costas do professor.
- Essa é a brincadeira então casal? - o professor estava vermelho. - OS DOIS PRA FORA! - ele berrou.
Essa foi a primeira vez que sai de sala... Aquele dia eu quase morri de tanto gritar com ele, se meus pais soubessem, eles comiam meu rim.
- Vamooooos Niina! - Ross pediu com manha.
- Nãooooooo Ross! - fiz mais manha ainda.
- Vai ser legal Niina, primeira vez que você vai matar aula, comigo!! - ele disse feliz.
- Não é a primeira vez... - revirei os olhos.
- É sim Niina! Você está sempre nas aulas!
- Tá... Mas não... - ele me pegou no colo, tapando minha boca, ele me levou até o fundo do ginásio, onde ninguém, além daqueles que também matam aula, vão.
Aquela fora a primeira vez que eu matei aula, claro, isso aconteceu sempre que ele estava afim, eu sou leve demais... Só fomos pegos uma vez...
- O que você tanto me olha? - perguntei corada.
- Você é linda demais... - ele disse sorrindo.
- Obrigada... - coloquei uma mecha do cabelo para trás, abaixei a cabeça corando violentamente.
Ele colocou o dedo indicador e o do meio no meu queixo, o levantando, logo selando nossos lábios.
Quebramos o beijo com o som da porta de abrindo.
- Que lindo, maravilhoso... Niina Smith, uma das alunas mais aplicadas da escola, matando aula com esse playboizinho. - o inspetor rabugento disse.
Ele pegou um celular/walkie talkie ligando para a Diretora, nos dedando.
- Merda Lynch! Ela vai me deixar depois da aula!
- Ficaremos juntos! - ele sorriu sapeca. - E, a professora que fica com a gente, ela dorme, dá pra fugir.
- E levamos outro castigo! E depois uma suspensão você sabe o quanto isso vai pesar numa faculdade? Numa entrevista de trabalho? - perguntei quase que histericamente.
- Niina, para de ser tão certinha... - ele disse revirando os olhos.
Aquele dia pegamos um castigo de duas horas depois do horário e nossos pais ainda tinham que assinar um negócio... Meu pai quase teve um infarto, ele gritou por horas, dizendo que se eu não terminasse com Ross, ele iria me proibir de sair com ele, dias depois ele viu que não adiantaria...
Meus pensamentos foram para mais longe ainda...
- Niina? - Ross me chamou.
- Fala.
- Posso te falar uma coisa bem clichê? - assenti. - Acho que eu gosto de você desde que você chegou na escola, lembra? Você era toda tímida, não falava com ninguém a não ser a Lilly... Eu te achei linda desde lá... Você era diferente de todas, era fofa, amigável, ajudava até aqueles que não mereciam sua paciência e tal... Acho que eu te amo desde essa época...
- Se eu chorar vai tornar esse momento mais clichê ainda né? - perguntei com a voz embargada.
- Vai... Mas não me importa mais... - ele me beijou.
Aquele beijou foi épico, o melhor beijo que já tivemos.
Lágrimas voltaram aos meus olhos, merda! Por que eu tinha que lembra disso? Merda! Merda Niina! Que PORRA DE VIDA! MERDA! INFERNO!
- Niina... - Lilly me chamou. - Que foi?
- Nada... - sequei os olhos rapidamente.
- Eu te conheço. - ela colocou as mãos na cintura me olhando com cara feia.
- Ah é Lilly? Então você sabe o suficiente que eu to mal pra caralho não é? Então não vem com essa porras de pergunta “tá tudo bem?” por que não porra! Eu to mal pra caralho, ele me traiu, me traiu, na cara dura! - as lágrimas gordas rolavam pelo meu rosto. - ELE ME TRAIU! PORRA! ELE SABIA QUE EU ESTAVA LÁ! ELE SABIA! MERDA! MERDA! - bati nas coisas com raiva, quebrei dois vasos na parede, Lilly gritava e mandava eu parar. - MERDA! QUE ÓDIO! FILHO DA PUTA! IDIOTA! - eu cansei e me deixei cair no chão, perto dos cacos.
As lágrimas rolavam, eu não estava nem um pouco afim de levantar dali, eu preferia mil vezes morrer logo, por que sofremos tanto? Meu Deus, por que dói? Que droga! O que eu fiz?
- MERDA DE VIDA! QUE INFERNO! - abracei meus joelhos, balançando pra frente e para trás, pedindo para esquecer o que aconteceu, pedindo para simplesmente apagar esses dois meses, esquece-los... Doeria muito menos!
Ouvi a campainha, sequei os olhos rapidamente, Lilly abriu e começou a gritar.
- SAI DAQUI! ELA NÃO QUER TE VER!
- Mas eu quero vê-la... - ouvi sua voz.
Congelei, merda...

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