Entramos no carro, Pedro estava muito animado, nem parecia que estava fazendo doce pra levantar.
Eu estava confusa, nenhum deles queria me contar nada.
Os dois falavam em códigos, e eu não estava entendendo nada, então coloquei meus fones e me desliguei.
- Niina? - senti alguém me balançando.
- An? - perguntei meio aérea.
- Já chegamos! - ele apontou para um tipo de colina.
- O que? É aqui mesmo? - curioso... Fazer o que numa colina?
- Sim. - ele saiu.
Pedro estava pulando de felicidade.
Ross abriu o porta-malas, puxou alguma coisa de lá, e sorriu.
Me soltei do cinto, peguei Pedro no colo e olhei o que tinha na mão do Ross. Era uma adorável cesta de piquenique.
- Vocês estão zoando né? - perguntei sorrindo.
- Por que? Não gosta de piquenique?
- Eu amo! - o selei.
- Eca! - Pedro colocou as mãozinhas entre nós.
Ri fazendo cócegas no mesmo.
- Vamos logo! – disse Ross empolgado.
Soltei Pedro, que correu feliz por estar livre.
- É lindo Ross... Como achou este lugar
- Seu avô deu algumas dicas. - ele piscou.
Tá explicado.
Subimos um pouquinho. A colina não era tão alta, ainda dava pra ver o carro. Ajudei Ross a estender a toalha, tipicamente vermelha e branca, me sentei e olhei dentro da cesta.
Cheia de coisas deliciosas, mas sem muito exagero, claro.
- Mamãe! Mamãe! - Pedro veio cambaleando com alguma coisa na mão. - Pla você. - ele me entregou a flor.
- Que linda meu amor! - sorri pegando-a.
- Como você!
- Quem te ensinou isso?
- Tio Riker! - ele sorriu sapeca. - Ele disse que se eu fizesse isso, você ia deixar eu conhecer o Carros!
Dei uma gargalhada alta, de onde Riker tira essas coisas?
- Você quer conhecer o Carros, é? - ele assentiu. - Ouviu isso amor? Teremos que ir à Disney.
- Por que?
- Pedro está pedindo pra conhecermos o Carros. - Ross também riu.
Pedro estava com uma cara fofa como se pedisse "pelo amor de Deus me levem para conhecer o Carros".
- Nós vamos, ok? Quando você for um pouquinho maior e não ficar reclamando toda hora, tudo bem?
Pedro assentiu e saiu correndo.
- Ele é lindo, né? - questionei enquanto o observava correr atrás de borboletas.
- Claro, é meu filho.
- Nada modesto você. - ri, revirando os olhos.
- Pra que, né?
- Idiota. - eu disse rindo e deitando minha cabeça em suas pernas. - Eu te amo sabia?
- Quem não me ama?
- Ross! Hoje você tá engraçado demais, sabia? - revirei os olhos.
- Desculpa. - ele beijou a ponta do meu nariz. - Eu te amo também.
Me levantei um pouco e selei seus lábios.
- Sabe... Eu estava olhando alguns apartamentos e casas lá em Miami... Quer dar uma olhada? - ele puxou o notebook de dentro de uma mochila que eu havi feito pro Pedro.
- Quero sim... Mas você não está sem internet?
- Estão salvos.
- Ah... - arqueei uma sobrancelha.
- Bem... Começamos pelas casas?
- Pode ser. - ele entrou nas pastas e foi me mostrando.
Casas grandes demais, pequenas demais, longe demais, perto do trânsito, e etc... Apenas uma realmente me chamou atenção.
O tamanho era perfeito, não era grande demais, nem pequena demais, tinha uma piscina fantástica e um quintal perfeito para montar um espaço para Pedro. Além disso uma garagem ampla, cozinha estilo americana, dois andares, enfim.... Muito linda.
Também olhamos os apartamentos, mas nenhum me chamou muita atenção. Além do mais, quase nenhum aceitava cachorros, e nós temos a Cristal, e não podemos nos livrar dela, pois Pedro já se apegou.
Após analisar as possibilidades, Ross guardou o notebook e comemos alguns lanches. Belisquei alguns morangos, que estavam deliciosos.
Pedro não parava de correr com os braços abertos, parecia um avião, a coisa mais linda do mundo. Tirei muitas fotos. O melhor dia da minha vida!!
Ross logo se levantou e foi correr atrás de Pedro. Eles estavam brincando de Pega-pega... E eu decidi participar da brincadeira também.
- Te peguei mamãe! - Pedro anunciou.
Dei risada da forma feliz que ele disse aquilo, e sai correndo atrás de Ross.
- Você nunca vai me pegar! - ele ria olhando para trás.
- Olha pra frente amor! - adverti, desse jeito, em pouco tempo, a brincadeira acaba.
Eu corria cada vez mais rápido, graças a Deus eu vim de leggin e tênis.
De repente Ross parou de correr, e não deu tempo de diminuir minha corrida. Acabei caindo em cima dele, e ficamos os dois rindo da situação.
- Eu te amo!
- Eu te amo mais! Muito! Muito! - o selei.
Começamos a rolar colina a baixo, até pararmos no plano. Ainda bem que paramos longe do asfalto, senão teríamos ralado todo nosso corpo! Seria lindo...
Pedro ainda corria, achando que um de nós o pegaria.
Ross me ajudou a levantar, eu estava cheia de grama grudada no cabelo, na calça e na blusa.
Bati minha roupa, sacudi meu cabelo e o prendi, estava começando a suar.
Me sentei na toalha, enquanto Ross levava Pedro pra comer, já eram 18h e mal havíamos comido!
- Daqui a pouco já temos que ir. - Ross disse, me dando um morango.
- Daqui a pouco fica escuro... Essa coisinha aqui vai dormir né? - puxei Pedro pro meu colo, ele já estava sonolento.
Ross e eu lançamos o olhar para o outro lado da estrada, admirando mata que se estendia ao fundo.
Comecei a ter pequenos flashback's de tudo o que aconteceu.
Eu tenho pensado muito sobre o meu passado. E se eu nunca tivesse dado uma chance ao Ross? Será que ele e Brittany estariam se casando? E eu.... Eu estaria com quem? Talvez com Matheus? Ou quem sabe algum jogador de futebol? Ou será que eu ainda estaria com Riker?... E a Lilly? E a Maluh?... Falando em Maluh, que saudades dela, saudades da minha melhor amiga vaca.
- Vamos brincar mais um pouco Pedro? - Ross o pegou no colo, girando.
Pedro ria e pedia mais, porém, do jeito que o Ross é, eles iam acabar caindo. Pelo menos ele teve o bom senso de parar de rodar.
Deixei os dois brincarem um pouco sozinhos. Eles corriam com os braços abertos, fingindo que eram aviões, ambos radiantes com a brincadeira.
O por do sol ao fundo estava lindo, deixando aquele momento mais perfeito ainda.
Cruzei as pernas, enquanto via Ross e Pedro subindo e descendo pela colina, sempre correndo.
Ross foi até o carro e pegou alguma coisa, que eu não conseguia enxergar. Só consegui distinguir o que era, quando ele começou a subir a colina. Um violão.
- Vamos lá Pedro. - Ross o pegou no colo, Pedro ria e se debatia.
- Vem com a mamãe. - estiquei meus braços e ele não fez cerimônia, se jogou e já foi se ajeitando, pra dormir.
Ross se sentou ao meu lado e começou a dedilhar o violão.
- Algum pedido? - ele questionou me olhando.
- Toque o você quiser.
Ele começou a dedilhar uma música, que eu já reconhecia...
Ele tocou várias músicas lindas, algumas do R5 e outras não, tocou algumas do A&A também.
- Sabe... Você nunca me falou muito sobre como é o elenco... - descansei minha cabeça em seu ombro, Pedro já dormia no meu colo.
- Ah... A Laura é muito legal, amiga é ótima conselheira... Mas ela não é muito engraçada.... Bom, às vezes ela consegue, mas raramente isso ocorre. A Raini é muito divertida e amiga... Também ótima conselheira... E o Calum é divertido, é meio louco, como na série... Todos são muito amigos...
- Hm... Achei legal você não ter falado que a Laura é bonita.
- Ela é bonita... Mas eu prefiro minha loira. - ele beijou minha cabeça.
- Eu te amo. Muito mesmo. - o selei.
- Eu também. - ele sorriu, olhamos novamente para frente, estava começando a escurecer.
- Melhor irmos embora, daqui a pouco fica muito perigos por aqui. - peguei Pedro no colo e Ross arrumou tudo. O ajudei a levar tudo pro carro, coloquei Pedro na cadeirinha e voltamos pra casa.
(...)
Chegamos em casa. Estava todo mundo na sala, só a luz da mesma estava ligada.
Abri a porta com Pedro desmaiado e babando no meu ombro.
- Pensamos que vocês não fossem voltar! - minha mãe deu uma risadinha.
- Estava tão bom que nem vimos a hora passar. - sorri. - Eu vou colocar Pedro lá na cama, já volto. - varri a sala, Lilly não estava ali. – Cade a Lilly?
- Passou mal e está dormindo lá no quarto. - Riker me lançou um olhar dizendo "vai vê-la, por favor".
- Ok. - ajeitei Pedro e subi.
Troquei a roupa dele, e ele quase acordou, mas não dá pra dormir de jeans né?
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@lynch68 "Quem é essa criatura? Ela deu o golpe da barriga no Ross? Coitadinho...."
@rossgoxxtoso "Não queridinha, @lynch68, o Pedro é filho do Ross com outra garota, chamada Brittany, que morreu no parto, como a Niina estava com ele, ela aceitou cuidar do pequeno, como se fosse filho dela! Se informa antes de xingar alguém!"
O coloquei na cama, o cobri e fui para o quarto onde Lilly e Riker estavam.
Bati duas vezes. Ela respondeu com um "Hmmm", recebi isso como um "entra".
- Está melhor Lilly?
- Não Niina! - ela estava com a voz chorosa.
- O que aconteceu?
- Deita comigo, por favor? Eu preciso contar isso pra você. - fiquei curiosa e, ao mesmo tempo, apreensiva.
Me deitei ao lado dela, ela estava chorando, pois os travesseiros estavam molhados.
- O que aconteceu Lilly?
- Niina... Eu já estou me sentindo assim faz tempo... Eu fui ao médico e fiz alguns exames, disseram que eu não tinha nada, que era tudo psicológico, por causa da faculdade e provas e essas coisas, depois passou, e eu achei que não fosse nada. Mas aí voltou e eu percebi que não estava...
- Meninas? - alguém bateu na porta. - Posso entrar? - era Riker.
- Pode sim amor. - Lilly secou as lágrimas.
- Bom, vou deixá-los à sós... Lilly depois a gente conversa, ok? - me levantei. - Boa noite. - fechei a porta, ouvindo os dois dizerem "boa noite" também.
Desci de novo, e só estavam na sala meu pai, Ross e meu avô, conversando.
- Boa noite homens. Até amanhã. - beijei a bochecha do meu pai e do meu avô.
- Boa noite. Sonhe com os anjos. - meu avô desejou.
- Obrigada vô. - sorri. - Você já sobe? - perguntei a Ross que assentiu.
Subi de novo, entrei no quarto, me despi e entrei no banho. Foi um banho rápido, só para tirar a grama do meu corpo.
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Coloquei meu pijama quentinho. Ross entrou logo depois. Amarrei meu cabelo num coque e desci para beber um copo de água.
A casa ficava deserta depois que todo mundo ia dormir, parecia até filme de terror.
Com esses pensamentos me gelando a espinha, subi correndo de tanto medo.
- Pra que essa correria Niina? - Ross perguntou assustado.
- Nada não... Eu estava pensando merda. - sorri assustada.
- O que você tava pensando?
- Em como a casa fica deserta depois que todo mundo vai dormir... Parece filme de terror, tipo... Aquelas janelas da cozinha, parece que alguém vai estoura-las e... Sei lá... Filme de terror, sabe? - ele gargalhou da minha idiotice.
Revirei os olhos, me enfiando embaixo das cobertas, depois de olhar Pedro, ele dormia tão gostoso, que dava até dó só de pensar que nossa conversa podia acordá-lo.
- Vamos dormir logo, por que eu aposto que meu avô vai inventar de fazer churrasco, ou alguma coisa assim, pra irmos na piscina amanhã.
Ross riu, ele já tinha se acostumado ao meu avô.
Ele deitou e já veio se encorujando pra cima de mim, deitando a cabeça no meu peito e se ajeitando colado a mim.
Ninguém merece... Se bem que... Isso é muito bom.
Adormeci fazendo cafuné no cabelo dele... Como eu amo dormir assim... O cabelo dele é macio, não tem nó, então não corro o perigo de machucá-lo.
Como eu amo esse loiro...


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